sinto muito por este livro

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WpMetadataReadAbgeschlossene Geschichte Mo., Apr. 1, 2024
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Poesie
"neste livro, palavras criam vida própria e ecoam como um grito de amor e socorro contra si mesmo." Criado a partir de ilusões caóticas e uma realidade crua, escondida à força dentro de cada um de nós, sinto muito por este livro promete afogar mentes e cativar corações num conjunto de poesias e narrativas de uma jovem, sensata e sonhadora, que busca conquistar seu lugar no mundo através da sua voz, pensamentos - realistas e melancólicos - e relatos de (sobre)vivências de uma rotina impactada por crises internas e paixões alheias. Entre linhas de tirar o fôlego e derramar lágrimas, sinto muito por este livro é a obra literária de estreia da escritora e criadora do projeto poético buquês são flores mortas, evy, que proporciona uma experiência única e profunda que, apesar de incurável, envolve o leitor como um abraço desconhecido e o faz encarar e compreender a vulnerabilidade, delicadeza, os anseios e amores presentes onde ninguém mais conhece ou se atreve a seguir adiante: este é um caminho sem volta para dentro de si mesmo.
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Apesar da solidão que me assola e da descomunal amargura que cresce dentre meus ossos, falar de amor ainda é algo que faço com maestria. Não como romancistas lunáticos e os jovens que acabaram de se encontrar com o doce gosto da paixão. Não, é claro que não. Sempre fui capaz de enxergar cada uma das vertentes que compõem este sentimento tão incapaz de ser descrito. Amor. Há dor no amor. Há picos e vales que te levam da excitação até a eutanásia. Uma constante inconstante, que te leva do ápice até o abismo. Uma sequência de contradições e de sentimentos sem definições, daqueles que te proporcionam momentos onde até aquilo que sempre fora considerado ruim, se torna questionável. Se te faz bem ou se não, quem pode dizer? Vertigem, crise nervosa, ansiedade, pânico. Borboletas no estômago. Mas também há beleza no amor, onde até a maior amofinação pode ser perdoada. Quando os olhos cintilam, a afabilidade se descontrai e a compreensão surge sem teimar. Uma grande coleção de agradecimentos pelos mais pequenos gestos, uma paz que surge, leve e reluzente. Se instala e permanece, espalhando-se feito praga e deixando pelos ares os mais puros sentimentos. Alegria, compaixão, afeto, romance. Descontrole emocional. Há tantas vertentes, incoerências e variedades... Algo tão místico e indecifrável como tal certamente me tira o sono. E alguns versos, se me permite dizer. Escrevi, em madrugadas frias como o inverno - ou tão quentes como o inferno -, algumas vertentes das quais compõem aquilo que eu, como quem sou, acredito que seja amor. Não como um todo, não como uma única coisa, mas sim como tudo aquilo que compõe o tão magnífico sentimento, sobre tudo aquilo que há. Deixo aqui os meus versos, incoerentes e labirínticos, onde tento de alguma forma expressar, explicar, decifrar o que é o amor. Se chegou até aqui, meu caro, eu vos agradeço. Não são todos os que se dispõem a entender o amor de um escritor.

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