(Não) Me Salve!

(Não) Me Salve!

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WpMetadataReadContenu pour adultesTerminé ven., août 21, 2015
Eu podia sentir a morte chegando. Fazia frio, mas não era ruim. Meus braços estavam sangrando e doendo, mas a morte estava vindo. Isso era o que importava. A morte está me levando embora. Eu podia sentir. Meus olhos estavam fechando e respiração foi ficando mais difícil . É isto. Esse é o meu fim. Finalmente, o meu fim. Mas antes de falar sobre a minha morte, deixe-me falar sobre como e por que eu morri. E como eu fui salva.
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Higanbana

Ele me olhava como se tivesse acabado de me caçar - os olhos escuros cravados em mim, sedentos, enquanto o uísque girava lento no copo, como o sangue ainda fresco no chão entre nós. Sua respiração era densa, febril, quase tão quente quanto a vida que acabáramos de arrancar. O cheiro metálico da morte se misturava ao perfume da sua pele, e eu... eu não conseguia respirar sem ele. Ele era meu medo e minha redenção. Minha sentença e minha salvação. Estar ao seu lado era como cair num abismo e desejar que ele nunca tivesse fim. Eu me agarrava a ele como quem se afoga na própria insanidade - e ainda assim implora por mais. Ele me matou antes de qualquer outro. Quando me olhou daquele jeito. Quando sussurrou meu nome com aquela voz rouca, carregada de vício e poder. Eu não tinha mais corpo, nem alma. Só vontade. Vontade de tê-lo. De me perder inteiro nele. O mundo morreu no instante em que o sangue respingou nas nossas mãos. E ali, entre a morte e o desejo, eu soube: eu precisava dele mais do que da droga, mais do que do ar. Se ele me deixasse, eu não sobreviveria nem à próxima batida do meu coração. E ele sabia. E sorria. Porque ele também precisava de mim. Doentio. Louco. Viciado. Meu.

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