Antes que chova

Antes que chova

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Dec 4, 2025
𝗨𝗺 𝗮𝘀𝘀𝗮𝘀𝘀𝗶𝗻𝗮𝘁𝗼. 𝗡𝗲𝗻𝗵𝘂𝗺 𝗰𝘂𝗹𝗽𝗮𝗱𝗼. 𝗨𝗺 𝗺𝗶𝘀𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼. O último ano do ensino médio não é fácil, principalmente para Oscar que infelizmente precisa enfrentar o luto e suportar a ausência de uma de suas melhores amigas. O quarteto de amigos agora é um trio forçado. Ninguém jamais ousou imaginar que um crime brutal pudesse acontecer em Santa Bárbara, uma cidade interiorana conhecida por ser tranquila ao ponto de os moradores dormirem com as portas destrancadas. Mas depois de 22 facadas, todos são considerados suspeitos, principalmente o novo morador que é acolhido por uns e misterioso para outros. O fato é que ninguém realmente sabe muito sobre ele. Aliado ou suspeito? Inocente ou culpado? Ou só mais um adolescente buscando sobreviver? A partir desse momento, além de tentar passar pelo processo dolorido da perda, Oscar precisa suportar outros dramas adolescentes: a partida de seu amor proibido e sigiloso, uma possível nova amizade. Os corredores do colégio interno Santa Bárbara não são os mesmos, as aulas perdem o brilho e o intervalo não pode ser descrito senão como insuportável. Nas entrelinhas de cada respiração, a pergunta que pesa o ar não é outra: quem matou Julieta?
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Arrisco-me a escrever um romance regionalista pela primeira vez, num misto de ficção e realidade. Já havia escrito dois romances no estilo histórico (Catarina Paraguaçu, a Mãe do Brasil, 2000; e A Rainha Apolônia e o Quilombo da Flor Roxa, 2003) com base numa personalidade real (Catarina) e pura ficção (Apolônia) e, agora, com "A Psicóloga" ofereço a apreciação dos leitores algo que teve um princípio dramático de realidade, um crime numa escola pública num povoado da Bahia, de grande repercussão na comunidade e no país, e cenários que fui criando a partir desse trauma, no campo da ficção. O relato é pessoal produzido por uma mulher iletrada nascida e criada no povoado sem dele nunca ter saído e possuidora de uma visão prática da vida, do seu mundo, do amor, do querer, da solidariedade, da cultura e que de repente vê sua comunidade envolvida num crime hediondo, de jovens numa escola, e passa a ter sonhos aterrorizadores com uma cobra e relaciona todos os episódios a desestabilização emocional que aconteceu em sua comunidade a partir do crime e que afetou a vida de sua família, sobretudo de sua filha menor de idade e que estava em sala de aula, no momento do crime. Posteriormente, influenciada pela visita dos técnicos em educação emocional do governo, uma delas psicóloga, profissional que nunca ouvira falar e a comunidade de uma forma geral desconhecia, essa garota traumatizada decide ser psicóloga. Ademais, a mãe da jovem se vê atormentada pelo sonho com a cobra e entende que será traída pelo marido haja vista que essa é a concepção do local, da crença popular de que, quem sonha com cobra é traído (a) e procura uma cigana vidente para tentar resolver sua ansiedade para descrença do marido e abjuração da filha que, a esse tempo, começa a estudar psicologia. No vai e vem a casa da cigana noutro povoado vai se entusiasmar por um motoboy numa paixão frenética. Bem, o que vai acontecer eu deixo para que

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