Réquiem dos Esquecidos

Réquiem dos Esquecidos

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Nos montes lôbregos e longínquos, uma casa de madeira de carvalho escura desgastada, vigas de peroba-rosa e telhado de barro vermelho, empoeirado das tantas tempestades de areia e o clima árido, seco e quente, ouvimos o relinchar de um dos cavalos, o mugido das poucas vacas e os grasnares dos corvo. Dentro da casa Ivy limpa a espingarda, enquanto a cadeira balança com um rangido, esperando o anoitecer, enquanto Clint lê minunciosamente as cartas que aparecem estranhamente, trazendo-lhe a reminiscência inquietante... Afinal, quando chegaram ali? Como? E por que? Aquele lugar ermo, mas repleto de anomalias, visitas indesejadas, solidão, a dúvida, muito sangue. A penumbra da morte que gruda em Clint e a benevolência de mil anjos em Ivy, que porém ambos na situação que for, não deixam de usar a arma, a enlace de suas almas, é absurdamente algo que lhes conforta, mas que traz dúvidas, parecem dois esquecidos, dois hostis, dois tribunais. Quem passa pela Fazenda de Otranto, tem as opções que se Deus ouvir suas preces, poderá ir, se não o último som que vai ouvir, vai ser do gatilho e um suspirar.
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Ela cresceu vigiada. O Estado dizia que era para sua proteção, mas ela aprendeu cedo que grades também podem ser invisíveis. Testes, interrogatórios, remédios e um silêncio forçado sobre tudo o que via, ouvia... ou sentia. Tudo em mim era considerado um risco. Minha mente, meu corpo... toda a minha existência era um erro. Quando finalmente foge, não leva nada além do próprio nome, meio esquecido, e uma velha adaga furtada de um defunto. Aprendera a sobreviver como um vulto entre cidades: sem confiar em ninguém, sem olhar para trás, sem dormir duas noites no mesmo lugar. Até cruzar o caminho de Athos. Ele a acolhe. Ela o desafia. Ele não faz perguntas. Sua casa, afastada e silenciosa parece segura demais para ser real. Mas há algo estranho alie e aqui... Por todas as partes! Desde as frestas das portas, espelhos até nas vozes sussurradas por dentro paredes à noite. Algo a observa. Algo que parece conhecê-la. Algo que ameaça seu novo lar. Enquanto tenta construir um abrigo dentro da própria pele, ela começa a perceber que talvez os horrores do passado podem não estar tão enterrados quanto acreditava. Porque alguns nomes, mesmo quando esquecidos neste mundo, continuam sendo chamados nas sombras. Na fazenda isolada, Kyle encontra o que nunca teve: lar, calma e um tipo de amor que não sangra. Mas o passado não esquece. Várias entidades a querem de volta. As ameaças se acumulam. Os segredos se entrelaçam. Sentimentos são postos em xeque. Ela quer saber quem é. Ela quer justiça pelo passado que foi arrancado dela. E, se for preciso, vai queimar o mundo inteiro para construir um novo. Início: 26.05.2025 DIREITOS AUTORAIS DEVIDAMENTE REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL © PLÁGIO É CRIME!

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