Souvenirs

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WpMetadataNoticeLast published Wed, May 29, 2024
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Fiction
Romance
Eu gosto de imaginar minha cabeça como um apartamento aconchegante, com quadros pendurados pelas paredes, uma pesada manta no sofá, tapetes felpudos, discos de vinil e itens antigos espalhados por vários cantos, uma luz dourada que entra nos fins de tarde quando os pássaros se cansam de cantar e algumas pequenas rachaduras nos rodapés, para representar as que de fato existem na minha mente. Eu não sou minimalista, como minha mente poderia ser? E, numa estante antiga de madeira, onde pequenos ácaros dançam no sol que entra pela janela ás 6 da manhã, eu guardo meus souvenirs. Afinal, cada pessoa que passa leva um pouco de nós, e deixa um pouco de si.
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#122
sliceoflife
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+16 Eu sempre ouvi portas batendo. Choros na madrugada. Silêncios que gritavam mais do que qualquer discussão. Minha casa grande de paredes enormes, nunca foi um lar E melhor lugar para se esconder era a fazenda. Entre troncos ocos e plantações de café, eu podia desaparecer-até que, finalmente, alguém me encontrou. Liliana, nossa protagonista, cresceu entre dois mundos: o da infância cheia de refúgios e o da casa onde o amor parecia sempre à beira de um colapso. Ela desenvolveu a habilidade de se esconder, a segurar o choro e a marcar os dias no calendário, esperando pelas férias como se fossem a única chance de respirar. Mas o que acontece quando crescer significa não poder mais fugir? Essa é uma história sobre os traumas silenciosos da infância, sobre encontrar abrigo onde menos se espera e sobre como, em algum lugar da vida, talvez Liliana encontre um lar onde as portas não batem.

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