L'appel du vide

L'appel du vide

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Mar 24, 2026
As pessoas julgam o como suicídio um ato profano, um pecado irreversível, te julgam por não querer viver, por procurar paz mesmo que pra isso, precise fazer algo imperdoável, mas quando elas te destroem com palavras, te usam, fingindo se importar mais na verdade querem te ver na pior, elas não são julgadas. Após o meu sucesso na carreira de cantora e boxeadora, vi minha vida desmoronar por um maldito vício em drogas e bebidas, passando por uma overdose e quase morrendo. Não me importava mais com minha vida, a morte era uma vitoria que eu precisava sentir, mas infelizmente não senti isso. Fui obrigada a me afastar da carreira, resolvendo fazer uma faculdade e passando pela reabilitação. Ao rever pessoas do meu maldito passado, trazendo um o grande ódio a tona, e a lembrança da última noite do diabo que estive presente e a que centenciou minha cabeça a morte, e uma mera lembrança de um chamado pro vazio, trouxe a antiga Kethely Mori de volta a vida.
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kaimori
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Você não queria estar aqui lendo esse monte de merdas; e, talvez, eu também não queria ter escrito essas coisas. Porque se existisse algo que fizesse-nos sentir úteis, a mísera possibilidade de possuir essa coisa, de bom grado, estaríamos doando até a nossa alma, ou o que restou dela. Não estaríamos perdendo tempo lendo essas coisas. Por favor, caro leitor, não demonizem os meus pensamentos, nem as minhas lembranças. O diabo é coisa séria, e eu não ousaria brincar com alguém que sente prazer em ter a companhia de outras pessoas; mas também é preciso ter o mínimo de decência, e vocês hão de concordar comigo, não é preciso trazer a tona a sua moralidade religiosa, subjugar palavras de um tolo que não tem nada para lhes oferecer. Eu tenho uma cabeça doente, a minha alma foi forjada pelo fogo da tristeza e da solidão. Isto não é um manifesto contra toda a distopia criada pela minha memória. São, apenas, palavras. Palavras soltas tentando remontar a minha memória; essa, sempre desconexa, que coexiste pelas lembranças de um passado desordenado, um presente difuso e um futuro, indecentemente, incerto. Hoje, eu já não sei mais o que eu sou, mas, um dia, eu já fui o Esteban.

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