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Cada escolha que fazemos, cada decisão tomada no presente, reflete no futuro com um peso ainda maior. Se esse peso será bom ou ruim, só depende de termos escolhido certo ou errado. Isso, apenas o tempo revela.
Mas quando a vida é bandida, tempo é um luxo que não existe. Tudo acontece rápido demais.
A primeira vez foi apenas um olhar. Um olhar que me prendeu e fez um frio estranho se espalhar pela barriga.
Eu nunca consegui sustentá-lo por muito tempo.
Depois vieram os sorrisos constantes. Minha alma tremia a cada um deles, como se eu estivesse reconhecendo algo que não tinha começado nesta vida.
Vieram os elogios, as piadas, as provocações. Eu correspondi uma ou duas vezes. Foi o suficiente. Ninguém desconfiava de nada - e, ainda assim, o erro já era evidente demais.
Não demorou. O erro começou. E errar com ele era perigoso... e gostoso demais. Talvez por ser proibido. Talvez porque, desde o início, nunca foi só luxúria.
Numa madrugada, sob a luz da lua, ele jurou que, se eu cruzasse o caminho dele mais uma vez, eu teria que fazer uma escolha.
E eu fiz.
Anos depois, nada mudou. Sofro as consequências dessa decisão como uma sentença. Uma punição eterna pelos meus próprios erros.
Eternamente destinada à desgraça, presa a vingança pela minha escolha - tão eterna quanto 𝒆𝒍𝒆 jurou que nosso amor seria.
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