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WpMetadataNoticeLast published Fri, Jun 14, 2024
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Fiction
Mystery
"Odiar faz parte de aprender a se amar e a se curar" Era o que a minha mãe sempre me dizia quando as pequenas e grandes coisas atormentavam minha vida. O tal de processo de cura doloroso, onde você era obrigada a se cicatrizar com a dor, com a raiva e com as mágoas. "Se o amor não conforta, ele te engole. Então odeie para não se afundar. Crissy, odeie com todas as suas forças para sobreviver a esse mundo ríspido e quebrado". Foram suas últimas palavras antes de seu último suspiro. Antes de eu guardar minha fortaleza no meu coração. De lembrar seu lema de odiar para se proteger. Mas, como eu poderia odiar a minha maior paixão? O meu maior amor? A minha vida? Porque ela estava destruída por completo, por um equívoco, um egoísmo humano, uma causa, uma consequência. Uma culpa e razão: Crissy, eu. Eu era a maior culpada de tudo e isso era fato. Mas, se minha querida garotinha ainda estivesse aqui, não seria um fardo, não existiria culpa. Afinal, quem sou eu? Uma mãe que lida com a perda? Ou uma mulher que se recusou a odiar para amar amargamente?
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Eu preciso manter tudo em ordem. Tudo o que não quero é seguir o mesmo rumo que esses bando de adolescentes no cio. Sexo? Eu não preciso disso. Ivy foi a primeira aos 15 anos que conheci que provou disso e não engravidou (Desculpa prima Paula). A coisa é que eu sei que não há como essa doença chegar até mim, eu sou totalmente sensata e sei dos riscos, até às doenças! Eu tenho tudo planejado, daqui da escola o único lugar onde quero me infiltrar é na minha bolsa de estudos para cursar literatura. Me apoio na parede, enquanto passo a mão pela testa. Eu tinha curiosidade sobre muitas coisas: Qual seria a próxima música aleatória que a minha playlist iria tocar, qual era o nome do meio do Thomas que ele ousava me esconder, qual seria o próximo livro que entraria na minha lista de favoritos. Emma abriu o chuveiro e me colocou debaixo dele, enquanto eu me segurava recebendo apoio de seu braço, mas logo ela desviou disso e o pousou na minha cintura - Então é verdade? Você me odeia? - Aquelas palavras eram fortes, mas eu as usava frequentemente para descrever meu sentimento pela Emma. Emma Moore, quem diabos era Emma Moore? Ela era amiga ou inimiga? Eu queria ficar no meio termo... -Emm... - Ela apertou mais a minha cintura e sorriu. Ela não quer estar aqui, e agora eu a afastei completamente. Que idiota que eu fui... Eu queria poder manter esse controle. O sentimento de peso no peito cresce, enquanto aquela onda de cócegas na barriga continua flutuando. É uma luta interna. Eu tinha certeza de todo o meu cronograma, eu tinha o controle, eu queria ficar focada. Emma me olha novamente, e pela primeira vez ela olha para mim, Liatris, e pela primeira vez ela só é a Emma. Não há mau algum no que estamos fazendo, mas quando ela trás mais meu corpo pro seu e nos coloca mais juntas, eu me atrevo a querer fazer o que eu não deveria. Eu a beijo. --------------- PLÁGIO É CRIME!

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