A Casa Onde o Sol Entrava

A Casa Onde o Sol Entrava

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jul 1, 2025
Minha avó sempre dizia que o amor é um hóspede abusado. Chega sem bater, sem pedir licença, às vezes até tira os sapatos e entra direto, como se já conhecesse a casa. Ela falava que o corpo da gente é o jardim, mas é na alma que o amor resolve morar. E a alma dela, segundo ela mesma, era uma casa de janelas abertas, dessas que esperam o sol entrar todo dia pela porta da frente. Ela dizia isso olhando pro nada, meio sorrindo, meio lembrando. Falava que, quando o sol entrava de manhã, era o amor do meu avô voltando só pra dizer que ainda morava ali. Eu nunca entendi muito bem. Achava bonito, mas meio exagerado. Tipo coisa que a gente finge que acredita só pra não quebrar a poesia dos velhos. Até que um dia... o sol entrou pela minha porta também. Sem bater, apenas invadiu. Não foi com luz dourada nem música de fundo. Foi num olhar. Num par de olhos castanho-café que me pegou desprevenida, no meio de um dia qualquer. E aí eu entendi. Quer dizer... quase entendia. Porque ainda não sei o nome do que senti. Mas sei que alguma coisa mudou de lugar dentro de mim. Como quem arruma os móveis pra receber visita, mesmo sem ter certeza se ela vai ficar. Acho que é assim que o amor começa. Sem muito alarde. Como a luz do sol entrando em uma casa.
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