Quando Letícia Carneiro, uma jovem brasileira tímida e cheia de cicatrizes emocionais, recebe a notícia de que foi escolhida para o elenco do novo filme de J.A. Bayona, ela mal imagina que está prestes a viver a experiência mais transformadora de sua vida. Em meio às neves implacáveis da Sierra Nevada e ao peso de interpretar uma história real de sobrevivência e dor, Letícia encontra, pela primeira vez, um lugar de pertencimento.
Ao lado de outros jovens atores da América Latina - cada um com sua bagagem, seus medos, sua luz - ela forma uma nova família: intensa, barulhenta, caótica e profundamente amorosa. Entre risadas, ensaios exaustivos, gravações no frio extremo e madrugadas regadas a mate e confissões, laços são criados que jamais poderão ser desfeitos.
Mas é nos olhos azuis inquietos de Felipe Otaño, o argentino doce e provocador, que Letícia encontra algo ainda mais profundo. Uma tensão cresce entre os dois: feita de olhares demorados, gestos sutis, toques distraídos, silêncios cheios de significado e brincadeiras que escondem um desejo crescente. Enquanto o mundo à volta gira entre o cansaço da filmagem e o amor que nasce entre amigos, Letícia e Pipe precisam lidar com suas próprias inseguranças, traumas e resistências - até que um pôr do sol em Granada mude tudo para sempre.
"Sweet Nothing" é uma história sobre segundas chances, sobre amor que nasce devagar, sobre pessoas que nos salvam sem nem perceber. Uma celebração da amizade, da arte, da juventude e do tipo de conexão que deixa marcas para a vida toda.
Amélia Elara Prado sempre viveu entre silêncios.
Com apenas 1,52 de altura, cabelos ruivos longos que caem como ondas suaves e olhos verdes que revelam tudo o que ela tenta esconder, Amélia aprendeu desde cedo a ocupar pouco espaço - e mesmo assim, sofrer por existir demais.
Criada por uma mãe dependente química e emocionalmente ausente, cresceu em um ambiente onde carinho era inexistente e onde qualquer sinal de vulnerabilidade era punido com violência. O infantilismo, parte íntima de sua psicologia, sempre foi motivo de humilhação e agressões. Por isso, Amélia aprendeu a se calar. A esconder. A sobreviver.
Agora, aos 21 anos, no último ano da faculdade de arquitetura nos Estados Unidos - sustentada apenas pelo dinheiro herdado da avó - Amélia divide sua rotina exaustiva entre os estudos e um turno noturno em uma cafeteria local, onde trabalha para complementar sua renda e manter alguma independência.
Sua vida começa a mudar quando ela é aceita para iniciar um estágio na Valenhart Arquitetura, uma das empresas mais respeitadas do mundo.
É então que seu caminho cruza com o de Sophie Raven Valenhart e Katherine Alice Valenhart, duas arquitetas brilhantes, casadas, poderosas... e donas de uma estabilidade afetiva que Amélia nunca imaginou ser real.
O que era para ser apenas uma orientação acadêmica se transforma em algo mais profundo quando Sophie e Katherine enxergam em Amélia não apenas talento, mas fragilidade - e uma fome silenciosa por cuidado, afeto e pertencimento.
Três histórias completamente diferentes.
Três mulheres marcadas por experiências opostas.
Três caminhos destinados a se encontrar.
Entre ternura, poder e cicatrizações dolorosas, Sophie e Katherine se veem divididas entre proteger Amélia, desejá-la e entender até onde podem ir sem quebrar ainda mais uma menina que já foi ferida demais.
E Amélia precisa decidir se está pronta para confiar - e para descobrir um tipo de amor que ela nunca teve, mas sempre