Jeff The killer - Espelho, Espelho meu

Jeff The killer - Espelho, Espelho meu

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Aug 25, 2024
(comecei essa história na conta Eleanor aqui no app) BRANCA COMO A NEVE Cresci ouvindo contos sobre o bem e o mal, sobre princesas que eram salvas e vilões que eram derrotados. Nunca imaginei que me tornaria a protagonista de uma história distorcida. Exilada e forçada a fugir por aqueles que mais confiava, encontrei refúgio em uma cabana no meio da floresta, cercada pelos piores segredos. Mas ali, na escuridão, encontrei algo muito mais aterrorizante do que qualquer vilão de conto de fadas: ele. Um assassino com olhos vazios e sorriso cruel. Eu deveria temê-lo, mas, de alguma forma, era com ele que me sentia segura. Afinal, no mundo onde fui jogada, a escuridão é minha única aliada. Eu me peguei temendo mais a minha própria ingenuidade ao aceitar coisas de estranhos. O MONSTRO Por muito tempo, fui apenas uma lenda, uma história para assustar crianças. Mas, na verdade, estava preso em um ciclo interminável de violência. Quando Dahlia cruzou meu caminho, algo mudou. Seus olhos refletiam a luz que eu havia esquecido, mas sua alma estava marcada por uma pureza que eu ansiava corromper. Ela era mais uma pessoa fugindo de sua realidade podre, e eu, o monstro que vivia sobre essa realidade, mais sombrio que
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As pessoas costumam dizer que a primeira vez você nunca esquece e não foi diferente comigo. Eu me lembro de tudo. Do vento frio e seco, do cheiro de mato recém cortado misturado com ferro, eu me lembro dos sons, dos gemidos de agonia que não tiveram tempo de se tornar gritos, dos ossos quebrando e do vermelho vivo inundando e regando a terra. Mas se você me perguntar qual seria a coisa que eu nunca me esqueceria, eu certamente responderia os olhos. É engraçado que primeiras vezes quase sempre nos rementem a outras primeiras vezes. Alguma vez você já matou uma galinha? Eu honestamente não, mas me lembro da primeira vez que vi meu avô matar uma, existe uma fração de segundos entre o momento que a faca é erguida e o sangue jorra, um pequeno estalo que separa a vida da morte e neste pequeno estalo se você olhar nos olhos, você consegue ouvir a alma gritar. Particularmente a memória da alma da galinha implorando para viver me atormentou por anos, eu recordo de não ter comido carne por um bom tempo, eu nunca vou entender como alguém sente prazer em matar algo tão inocente, tão frágil, tão humano. Mas esta não é uma história sobre galinhas, certo? Esta é uma história sobre como um pequeno estalar de dedos do olhar de um homem me mostrou o sentido da vida, a minha missão. Está história é de como eu me tornei uma assassina.

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