Riacho Azul cheira a esperança, mas, por baixo do asfalto quente e das flores de ipê, algo está apodrecendo. Quando uma jovem é encontrada morta no Jardim Público, com a garganta marcada por garras impossíveis e o ar ao seu redor impregnado com um odor sufocante de enxofre, a investigadora Patrícia Holmez percebe que o horror não é apenas um caso isolado. É um padrão. Enquanto a polícia tenta ignorar o impossível, Patrícia segue o rastro de rituais ocultos e símbolos ancestrais, descobrindo que os desaparecimentos na cidade não são meros crimes, mas um colapso na própria estrutura da realidade. Mas Patrícia não está sozinha nesta caçada. Observando das sombras, uma viajante vinda de outro mundo - a Doutora, uma entidade cujos corações batem fora de sincronia - sabe o que realmente espreita atrás da cortina de bambus da Gruta do Leão. Não é um criminoso. É algo muito mais antigo, uma entidade faminta que atravessou os vãos do tempo e que agora exige um tributo de sangue para romper seu selo dimensional. À medida que a lua nova se aproxima, a linha entre o plano físico e um pesadelo interdimensional se dissolve. O Devorador de Estrelas despertou, e ele não quer apenas vidas - ele quer realidades. Do lado de fora, a lógica fria de Patrícia tenta montar o quebra-cabeça. Do lado de dentro, a Doutora luta para conter um mal que desafia as leis da física. Mas em Riacho Azul, o relógio não marca apenas as horas; ele conta o tempo até o colapso final. Quando o véu entre os mundos for rasgado, quem sobreviverá ao banquete das estrelas?
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