Clarice Russe é o maior nome da geração do vôlei brasileiro. Considerada uma das melhores opostas do mundo - por muitos, de fato, a melhor -, a ruiva, no auge de seus 25 anos, encara muito bem a pressão e a vida que leva. Bem resolvida, carismática e amada, Clarice aprendeu desde muito nova a lidar com exposição. Quando pensa que sua vida está tranquila, nos eixos e seguindo o curso normalmente, a transferência para o time italiano Conegliano, vai balançar as certezas que a brasileira achava que tinha, mudar dinâmicas, conturbar sua vida romântica e suas amizades.
Namorando há anos com a atleta turca Hande Baladin, Clarice não duvida de seu amor por ela ou da bonita história que construíram juntas. Mas, com o passar do tempo, percebe que sua amizade de longa data com a Gabriela Guimarães pode passar a ocupar um novo espaço no seu coração.
Maria Fernanda Santinelli, ou melhor, apenas Santinelli como prefere ser chamada, cresceu entre o esporte e começou no Volleyball aos catorze anos de idade. Sempre tivera força dentro de quadra, seu sangue sempre ferveu em partidas e a busca pelas vitórias sempre lhe foi presente, entretanto, a jovem sabia perder quando necessário e, desde cedo, teve a capacidade de direcionar a raiva com coisas da vida ao lugar certo.
Aos dezenove anos de idade, a garota participou de sua primeira olimpíada, defendendo a seleção brasileira ao lado de nomes gigantes do vôlei, como Thaisa Daher e Gabi Guimarães, entretanto, Mafê não esperava conhecer alguém que mudasse a direção de seus batimentos cardíacos.
Os cabelos ruivos de Julia Bergmann te encantavam profundamente e seus olhos a faziam viajar por horas nos próprios pensamentos, a atleta era simplesmente uma estrutura de pura perfeição. E, na altura que estava, Santinelli viu-se apaixonada pela alemã.