O RIO DO TEMPO

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WpMetadataNoticeآخر تحديث: جمعة, أكتـ ٤, ٢٠٢٤
A lua cheia iluminava os corredores do castelo, seus raios prateados invadindo as passagens escuras e revelando formas antigas que pareciam se mover nas sombras. Beren avançava com passos cautelosos, os olhos atentos ao redor. A inquietação aumentava a cada curva que tomava, mas algo o impelia adiante. Já fazia horas que ele havia entrado, sob o pretexto de uma breve exploração. Seus companheiros provavelmente estavam preocupados, mas ele sentia que havia algo ali. Foi quando ele parou, os olhos fixos no pátio aberto à sua frente. No centro, cercada pela névoa suave da noite, uma estátua. Não era como as outras. Ela parecia viva. A escultura era de um homem jovem, de beleza angelical, com uma expressão de fúria gravada em suas feições. O gelo que cobria a estátua reluzia sob a luz da lua, mas, ao se aproximar, Beren sentiu algo - um calor vindo daquela figura. Ele se agachou, os olhos percorrendo as rachaduras que corriam do chão até o rosto da estátua, como cicatrizes antigas prestes a se abrir. Os olhos da estátua brilhavam com uma ira contida. Beren estendeu a mão, hesitante, os dedos quase tocando a superfície cristalina. O calor aumentou. Ele podia sentir a energia pulsando. Por um instante, seus olhos encontraram os da estátua... e ele jurou que ela piscou.
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Quando a dor do mundo real se transforma no fardo de um destino escrito por mãos alheias, o que resta de você? Esther sempre se sentiu deslocada no mundo real. Desde a infância marcada por perdas, solidão e negligência, ela aprendeu a sobreviver em silêncio ─ uma alma sensível escondida atrás de livros e sonhos impossíveis. Entre turnos exaustivos em um trabalho que mal pagava suas contas e noites insônes lutando contra crises de ansiedade e depressão, seu único refúgio era a literatura. E entre todas as histórias que conhecia, uma em especial pulsava em seu peito: A Corte de Espinhos e Rosas. Era nas páginas desse universo mágico que ela encontrava alívio. Um mundo onde a dor se transformava em propósito, onde até os mais feridos tinham chance de lutar ─ ou amar. Esther não acreditava que a vida oferecesse redenções assim... até o dia em que a sua chegou ao fim. Após uma morte solitária e silenciosa, ela desperta num corpo que não é o seu, cercada por feéricos e magia, diante de um espelho que reflete o rosto de Amarantha ─ a temida vilã da saga. Um ser cruel, manipulador, símbolo de tirania. A antítese de quem Esther foi. Ou teria sido? Com as memórias intactas de sua vida passada e o conhecimento da história original, ela se vê obrigada a viver como alguém que o mundo odeia ─ alguém que, no fundo, ela mesma desprezava. Mas o que acontece quando uma alma ferida é colocada no corpo de um monstro? E se o monstro também tiver suas próprias cicatrizes? Dividida entre o peso do passado e o fardo do novo destino, Esther precisa decidir: se render ao papel que lhe foi dado ou desafiar o próprio tecido da narrativa para escrever uma nova versão de si ─ e talvez, da vilã que agora habita. Porque talvez... toda vilã tenha sido, um dia, apenas uma garota que ninguém salvou. ☪ Iniciado: 28/O4/2O25 Fase: Em andamento.

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