O RIO DO TEMPO

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WpMetadataNoticeÚltima publicación vie, oct 4, 2024
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Ficción
Misterio
A lua cheia iluminava os corredores do castelo, seus raios prateados invadindo as passagens escuras e revelando formas antigas que pareciam se mover nas sombras. Beren avançava com passos cautelosos, os olhos atentos ao redor. A inquietação aumentava a cada curva que tomava, mas algo o impelia adiante. Já fazia horas que ele havia entrado, sob o pretexto de uma breve exploração. Seus companheiros provavelmente estavam preocupados, mas ele sentia que havia algo ali. Foi quando ele parou, os olhos fixos no pátio aberto à sua frente. No centro, cercada pela névoa suave da noite, uma estátua. Não era como as outras. Ela parecia viva. A escultura era de um homem jovem, de beleza angelical, com uma expressão de fúria gravada em suas feições. O gelo que cobria a estátua reluzia sob a luz da lua, mas, ao se aproximar, Beren sentiu algo - um calor vindo daquela figura. Ele se agachou, os olhos percorrendo as rachaduras que corriam do chão até o rosto da estátua, como cicatrizes antigas prestes a se abrir. Os olhos da estátua brilhavam com uma ira contida. Beren estendeu a mão, hesitante, os dedos quase tocando a superfície cristalina. O calor aumentou. Ele podia sentir a energia pulsando. Por um instante, seus olhos encontraram os da estátua... e ele jurou que ela piscou.
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Sinopse: Num reino escondido entre vales nevados e florestas ancestrais, vive Safira, uma princesa de pele escura e olhos tão azuis quanto os lagos congelados do norte. Seu nome é sussurrado em lendas há séculos, pois Safira não nasceu como as outras. Foi encontrada ainda bebê em meio a uma cratera luminosa, envolta em véus de prata, com os cabelos já brancos como a lua cheia. História: Safira cresceu no Palácio de Aurial, cercada de segredos e sussurros. Apesar de sua beleza etérea e postura nobre, havia algo que inquietava os cortesãos - um magnetismo misterioso em seu olhar, como se ela enxergasse além do tempo. À noite, estrelas pareciam piscar mais forte quando ela caminhava pelos jardins. Algumas flores se abriam apenas à sua passagem. Aos 17 anos, ao receber o Leque dos Sussurros - um artefato ancestral entregue apenas à feiticeiras escolhidas - Safira descobriu sua origem: era descendente dos Ael'Nari, um povo mágico extinto, guardiões do equilíbrio entre luz e sombra. A marca em sua testa, invisível aos olhos comuns, brilhava quando ela evocava antigas palavras em línguas perdidas. Mas algo mais despertava: uma sombra que também a procurava. A cada vez que Safira usava seus dons, uma presença silenciosa se aproximava. Um antigo espírito, aprisionado nos confins do mundo, buscava libertar-se por meio dela - o último elo vivo de seu antigo povo. Agora, Safira caminha entre a nobreza e o oculto, entre o dever e o chamado da magia. Seu destino está entrelaçado à escolha que terá de fazer: aceitar a escuridão e dominá-la, ou negá-la e arriscar-se a perder tudo - inclusive a si mesma.

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