Tem muita vida no meu interior

Tem muita vida no meu interior

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WpMetadataReadConcluida vie, sep 27, 2024
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Poesía
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Este livro nasceu do projeto "Tem muita vida no meu interior", cujo foco está voltado para a produção e análise de poemas baseados na simplicidade do cotidiano, na poesia escondida na cidade que contorna a vida de cada estudante e na sensibilidade que mora no interior de cada um. Em 2023, eu, professora de Língua Portuguesa, Laís Correia, ministrei aulas de Literatura para as turmas dos 8ºA, 8ºB e 8ºE, da escola Municipal de Ensino Fundamental Iraci Rodrigues de Farias Melo, na cidade Mogeiro, localizada no Agreste paraibano. Apresentei aos alunos os poemas de Manoel de Barros e Adélia Prado, falas do interior, poemas de quem vê a vida através das árvores e dos montes, palavras com as quais eles pudessem se identificar. Também apresentei as escolas literárias que permeiam a nossa literatura e os diversos gêneros literários que as compõem. Desse conjunto de leituras e estudos veio a produção dos poemas aqui expostos. Foram dois meses de orientações, escritas e diversas reescritas, até que os poemas fossem lapidados como merecem. Além das palavras, os alunos também criaram ilustrações e fotografias, utilizando diferentes semioses para ilustrar as suas produções. O resultado são poemas que falam das belezas de Mogeiro, das suas serras e paisagens bucólicas, de lugares por onde os nossos escritores passaram e das belezas que vêm de dentro. Aqui os sentimentos de meninos e meninas, que na época tinham entre 12 a 14 anos de idade, ganham as páginas e encontram o coração do leitor. É possível se identifi car com os amores adolescentes, as angústias, o carinho da família, a beleza de um pôr de sol e a contemplação que nos faz mais humanos e sensíveis. Como professora tenho orgulho deste projeto, que demorou quase dois anos para fi car totalmente pronto, porque sei do potencial dos alunos e desejo que o gosto pela poesia não pare por aqui.
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No começo, ele parecia o sol. Sabe aquele tipo de brilho que aquece só de olhar? Era assim que Marina se sentia quando ele sorria. Ele dizia pouco, mas quando dizia, soava como poesia. Ela acreditava em cada gesto, em cada "tô ocupado" como um sinal de esforço, em cada silêncio como timidez. Mas o tempo mostrou que sol demais também queima, Ele nunca dizia "eu te amo" sem segundas intenções. As fotos que pedia vinham com promessas vazias, e o tempo que ele não tinha pra ela, ele achava pra tudo o mais, Ainda assim, Marina sorria. Porque na cabeça dela, amor era insistência. Na cabeça dela... Ainda era amor.

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