Os olhos dele eram verdes.
Verdes como a maldição que não deixa sobreviventes. Verdes como a promessa de morte que Voldemort conhecia muito bem. Afinal... ele próprio escolheu aquele garoto. Criou-o. Fez dele uma arma.
Desde o berço, o menino foi moldado para ser mais do que um bruxo, para ser o fim. A peça final em um plano que o próprio Lord das Trevas arquitetou: alguém que pudesse ir onde ele não podia, alguém que pudesse destruir tudo o que ainda resistia.
Mas o garoto cresceu. E com ele, veio algo que Voldemort não previu: vontade própria.
Agora, Hogwarts o observa com desconfiança. A Ordem teme seu nome. E nem Harry Potter sabe se está diante de um aliado... ou de uma nova ameaça.
Porque quando a arma começa a pensar, até o criador pode sangrar.
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