John senta-se novamente e seu joelho direito treme impiedosamente enquanto esperam. Dean continua olhando para o chão. Alguns momentos depois, o médico entra balançando a cabeça. John olha para ele incrédulo, já sabendo. Dean ainda não olhou para cima e não percebe até que o som do pai desmoronando o traz de volta à realidade. "Não..." diz John passando as mãos pelos cabelos como um louco puxando-os. Dean fecha os olhos. Ele desejou que tudo aquilo desaparecesse. Por que não iria embora? Ele queria abrir os olhos e voltar para casa; com sua mãe o aconchegando e Sammy batendo no berço com sua girafa de pelúcia. Seus olhos tremulam ao abri-los, mas seu desejo não se realiza. Dean sai correndo e não para até chegar ao quarto onde seu irmão estava. Ele abre a porta com violência. "Ei, garoto!", grita um médico próximo. Dean o ignora e olha para as enfermeiras trocando a roupa de cama onde seu irmão estava deitado. "Onde ele está?!" "Quem, querido?", pergunta uma enfermeira ruiva e gordinha. "Meu irmão!" "Ah, céus." Ela olha para a outra enfermeira, muito mais jovem que ela. "Coitado do seu." A morena diz com seu sotaque sulista, cobrindo a boca em seguida. "Traga-o de volta!" Uma enfermeira começa a recolher as coisas de Sammy e colocá-las em um saco plástico. "Não! Não toque nas coisas dele! Ele não ia gostar disso! Essas coisas são dele, devolva!" "Dean!", seu pai o repreende, aproximando-se por trás. Dean estende a mão e arranca a bolsa da enfermeira gordinha. Ele empurra a mais nova para trás. Seu pai a amortece a queda. Ele olha para Dean, envergonhado. John olha severamente para seu filho. "Ele não vai mais precisar deles." O lábio inferior de Dean treme enquanto ele encara seu pai. "Você está mentindo!" John suspira, com os olhos vermelhos e os nervos completamente à flor da pele. "Hora de ir, filho." Ele diz sem saber o que mais dizer ou fazer. "NÃO! Não, não podemos deixá-lo, pai.
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