A literatura nada mais é do que uma experiência estética, um choque bilateral que convida a fome de conhecer, a devorar o mundo.
Em Mistura Antropofágica, Makistatic transforma a antropofagia brasileira em poesia de carne viva. Com cada poema novo adicionado, há um ensaio sobre o ato de devoração que mastiga e engole memórias, misturando as vozes antigas e regurgitando novas visões e interpretações do mundo pós-pandemia.
Este livro não é apenas uma coletânea de poemas, é um jantar sem velas. Um banquete estético, mas cego, em que o leitor é convidado a sentar-se à mesa e provar versos crus, outros chamuscados e alguns marinados no tempero que só a vida traz à tona.
É uma reinvenção do modernismo com uma linguagem pulsante, que atravessa o passado e o agora. Ao virar cada página (ou rolá-la, não sejamos apenas presos à mídia física, não é mesmo?), você não apenas lê poesia, você a digere, deixa que ela o transforme, e quem sabe, a mastiga de volta.
All Rights Reserved