Deus e Eu
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WpMetadataNoticeLast published Thu, Nov 7, 2024
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Non-Fiction
(obra escrita entre 2020 e 2021) Talvez descubramos o que é isso... Vem da minha alma; porventura não poderá tocar a sua? Uma sequência de divagações sobre a minha existência. Talvez diga algo sobre a sua existência. Porventura, não será a chave de toda a existência humana? Ou simplesmente não será nada além de um jogo de palavras, sem a menor aptidão. Não importa! Cada um tem a sua opinião. p.s. Eu, como sou humano, por pura vaidade da espécie, só estou preparado para elogios, não para críticas. Preparado apenas para total concordância, não para oposição. p.s.2. Grande mentira: também não tenho preparo para ser elogiado. Sendo essa mistura de vaidade, vergonha e medo.
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Viver um período pandémico é algo de extraordinário para todos nós. Algo para o qual cada um tem a sua própria percepção. E esta percepção é tão diferenciada quanto a vivência, quer dos factos, quer da forma como foram interpretados ou valorizados. Cada um tem as suas razões, os seus estigmas, para aceitar e se adaptar, ou não, a esta nova ordem social. Um vírus conhecido por Covid-19 e que abalou não apenas o nosso pequeno rectângulo, mas o mundo inteiro. E é por este enquadramento de ideias, assente em parâmetros socias e de sensibilidade humana - a do autor - que enquadramos esta estória. E ela é apenas o ponto de vista de alguém que é velho, tão velho que a idade já não conta, só desconta, e para quem a vida só faz sentido se estivermos de bem com ela e connosco próprios. A proposta é simples e o desafio aqui revelado é tão-somente o de valorizarmos o presente em função do passado. E aqui, o presente e o passado misturam-se confundindo-se numa promiscuidade latente entre páginas de um Diário. E na narração destas páginas somos, repetidas vezes, atirados contra outra realidade, remetendo-nos, através do subconsciente, para outras vivências, outras páginas, outros acontecimentos marcantes da nossa vida e sobre os quais reflectimos agora, nesta fase de pandemia, em pleno período de pandemia. Depois de quarenta e um dias de quarentena, estes quarenta e um capítulos que compõem esta estória são como se cada um deles representasse e refletisse a vivência e o sentir deste período, entre Março e Abril o ano da graça de 2020, sendo que, na ambivalência deles, somos projectados para um outro e verdadeiro pandemónio literário, este e no qual o nosso dia-a-dia se transformou. O texto foi escrito sem concordância com o acordo ortográfico.

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