Seis Sombras De Uma Coroa

Seis Sombras De Uma Coroa

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Dec 18, 2024
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Fiction
Romance
Nascemos para governar. Assim me ensinaram desde a infância, como se o destino fosse uma flecha já lançada, sem desvio. Meu pai, Henrique VII, uniu duas casas rivais sob um emblema de paz - a rosa Tudor. Mas a paz tem um preço, e a coroa nunca é leve para quem a usa. Não herdei o trono como primeiro na linha. Meu irmão, Arthur, carregava esse peso, enquanto eu, o segundo filho, era moldado para servir a Deus. A Igreja me chamou desde cedo, mas o destino, ou talvez a tragédia, tinha outros planos. A morte de Arthur fez de mim o herdeiro, e o destino trouxe Catarina de Aragão para mais perto de mim. Catarina... minha primeira rainha, minha primeira decepção. Mas a história não começa comigo. Não, começa com o casamento dela com Arthur e como o destino conspirou para colocá-la ao meu lado.
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penelopefeatherington
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Eu nunca pude escolher na vida desde que me conheço por gente. Sempre fui escolhida e obrigada a aceitar. Eu não podia lutar contra o que o destino reservou pra mim. E foi assim com meu destino traçado e decretado na ponta de uma pena feita por um contrato entre reis, que assinaram a minha sentença me condenando a tristeza eterna ao lado de quem eu não sinto nada além de repulsa e ódio. Me casei aos 23 anos com Edgar Hernández, fui um prêmio de uma guerra onde o meu Reino Bertollini perdeu e o Reino Hernández ganhou, não havia como desfazer o combinado, Reis não voltam atrás de suas decisões. Meu marido não era um bom rei, era tirano, tirava parte da arrecadação dos impostos e guardava para si, combinava com o padre de ter metade do dízimo em troca de proteção para a igreja e todos os sarcedotes, nenhum súdito gostava de seu reinado e quem contrariava era condenado a forca em praça pública. Ele também não era um bom esposo, saía todas as noites para gastar com bebidas e mulheres, tinha uma mulher por noite ao seu dispor, voltava bêbado e quando não voltava era porque tinha dormindo com a amante fixa dele. Reclamava que eu não o satisfazia, que eu não cuidava bem dos afazeres como senhora da casa e sempre me lembrava que eu era apenas um enfeite obrigatório, pois como rainha eu não podia ter poder nenhum, era muda e surda quanto as decisões reais. Foi em uma noite que tudo aconteceu e desde aquela manhã eu sentia que o dia terminaria de modo trágico. Edgar estava morto em meus braços. Quem poderia ter matado Edgar Hernandez? São tantos inimigos que não cabem na lista os suspeitos. Digo sem medo de parecer cruel, agradeço quem o matou, você me trouxe uma liberdade provisória até chegar o próximo e me tomar como esposa. Nunca pude escolher, mas eu posso dar um novo rumo ao meu destino. Obs: não é fanfic!

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