'' Carne de minha carne, sangue de meu sangue, pele de minha pele, selvageria de minha selvageria. Venha até mim, me consuma, consuma meus ossos, carne, sangue, pele e ser, seja apenas minha. Filosofe sobre a vida comigo, filosofe sobre a minha vida, me desvenda, me leia, me ame com todo o seu ser. Sejámos iguais, sejámos apenas uma. '' - Texto autoral
Desejo indomável? Na prática, o'que de fato seria isso?
Cada ser pode ter sua única definição, para lobos pode ser apenas o mais puro instinto de sobrevivência, para nós pode ser paixão ardente, aquela que consome e faz nos secar a garganta, sentir calor, querer o estigma social de ser aceito por uma pessoa para poder nos chamar de nossa.
O que se faz mais curioso é que mesmo entre seres semelhantes a definição do termo pode se diferir; esse desejo é diferente para cada um de nós. Para a protagonista dessa história, sua paixão que muda de acordo com o tempo e contexto é sentir e expressar.
Escrevia não com as mãos, mas com a alma. Por mais que já estivesse com quase três decádas de existência, não fazia nada a ser considerado como de extrema importância, não estudava e nem trabalhava, não se importava de fato com tudo isso. Sua renda de fato advinha de um trabalho cosniderado tão sujo e nada poético; Trabalhava como zeladora em um motel de beira de estrada, limpando a sujeira dos outros e se perguntando como amavam se amar de fato?
Ganhava pouco dinheiro, suficiente para uma revista ou duas, vendendo textos. A sua paixão de fato era essa, almejava sentir e se expressar por meio do papel e da caneta.
Constratante, a que seria vista apenas como figurante se torna protagonista nessa história. A outra figura que se fará aqui presente sempre de fato teve tudo, mas, renegada, foi obrigada a largar de mão desse tudo para viver e ter a sua ''liberdade''. Enganada com falsas promessas se perdeu, e vive miseravelmente de rua em rua, esperando um trocado em troca de seu cobiçado
Andrey cresceu entre montanhas, terra fria, cheiro de pão assando e o silêncio confortável de uma vida simples. Ainda criança, descobriu em si uma sede por conhecimento que não combinava com o tamanho da vila onde vivia. Quando uma oportunidade o leva para estudar em uma das universidades mais prestigiadas da Europa, ele acredita estar trilhando o caminho certo - talvez até o caminho da felicidade.
Mas o tempo não é generoso com todos.
Anos depois, Andrey carrega um fardo que ninguém mais poderia suportar. Ele continua. Enquanto tudo à sua volta muda, ele permanece. Enquanto todos partem, ele permanece. O tempo o atravessa, mas não o leva. E isso o transforma em algo mais do que humano - um estado de existência que ele jamais pediu.
No silêncio de um mundo abandonado, restam apenas as memórias. E é nelas que Andrey encontra uma última possibilidade: voltar. Não com o corpo, mas com a consciência. Reviver o que foi, tentar entender o que se perdeu e, talvez, dar um novo significado àquilo que não pode mais ser mudado.
Infinite Ecos do Passado é uma jornada íntima sobre amor, perda, pertencimento e a permanência das lembranças. É a voz de quem ficou, ecoando no tempo.