Talvez a culpa seja minha é uma história sobre tempo, dor e redenção.
Thomas é um jovem adulto à beira da perdição.
Tudo o que restou de sua memória são borrões - sombras queimadas pelo fogo de um trágico acidente. Sufocado, amedrontado e melancólico, ele decide que a véspera de Natal será sua última noite. Seria o fim da sua história.
Mas então o telefone toca.
Uma ligação inesperada muda tudo. Uma voz esquecida. Um disparo. E, em seguida, o caos. Sua mente se fragmenta entre o presente e algo que parece muito mais distante: lembranças que não existem mais - ou talvez nunca tenham existido.
Sem saber em quem confiar, Thomas precisará contar com dois aliados improváveis: um diário antigo, onde tentará organizar os pedaços da própria vida, e um álbum de fotografias que o permitirá atravessar o tempo e reviver momentos esquecidos. Só que cada vez que altera o passado, algo no presente muda - e o tempo cobra caro por ser desafiado.
Enquanto tenta se reencontrar, Thomas percebe que há um perigo ainda maior à espreita: um assassino à solta entre os alunos da faculdade. E ele pode ser o próximo alvo.
Nesta jornada onde nem mesmo ele sabe quem foi, Thomas enfrentará questões profundas de aceitação, traumas familiares, laços que machucam, e um amor que nunca aconteceu - mas que insiste em ser lembrado.
Será que ele está pronto para encarar tudo isso?
O relógio nunca deixou de girar.
O amanhã é uma promessa incerta.
Hoje, você é alguém. Amanhã... talvez nada mais exista.
Só não esqueça de dizer "xis". Porque nada é insubstituível ao tempo.
Thomas mergulha em uma jornada onde as respostas que procura podem ser tão perigosas quanto as perguntas que evita.
Em uma narrativa sensível, sombria e profundamente humana, Talvez a culpa seja minha fala sobre crescer com cicatrizes, sobre moldar o tempo com as próprias mãos - e sobre a coragem de seguir em frente quando o passado parece mais seguro que o presente.
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