Os flashes me atingiam como pequenas explosões de agulhas. Eu sempre odiei luzes fortes, mas naquela noite, parecia que cada fotógrafo na Coreia tinha decidido que o meu rosto era o alvo principal. - Sorria, Hana. - A voz dele veio como um sussurro quente no meu ouvido, enquanto sua mão apertava minha cintura com uma possessividade que, para quem via de fora, parecia paixão pura. Eu sorri. Treinei esse sorriso por horas na frente do espelho. O homem ao meu lado, Jin, era o epítome da perfeição. O terno sob medida, o maxilar marcado e aquele sorriso que fazia as ações da empresa dele subirem toda vez que era capturado pelas câmeras. Lindo, rico e o solteiro mais cobiçado do país. Mas eu sabia a verdade. Aquele homem ao meu lado era o próprio diabo usando um perfume caro. Aos 25 anos, minha vida deveria estar começando, mas eu sentia que ela tinha acabado de ser vendida em um contrato de papel timbrado. Tudo estava desmoronando, e a única coisa que me mantinha em pé era o salto agulha e a obrigação de manter as aparências. Mas... nem sempre foi esse circo de mentiras. Na verdade, se voltarmos apenas uma semana atrás, eu ainda vivia na minha bolha. Antes dos contratos, antes do "diabo" entrar na minha sala e antes da minha liberdade ter um preço.
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