Supernova | Nagalli

Supernova | Nagalli

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jul 8, 2025
Short fic Após anos vivendo na Alemanha e construindo uma sólida carreira como produtora musical no cenário do trap, Catarina retorna a São Paulo com uma vida completamente diferente: um filho pequeno e uma bagagem de experiências que a tornaram mais forte. Quando Veigh, seu amigo de longa data, a convida para ser co-fundadora da Supernova - a gravadora que ele lidera ao lado de André Nagalli -, Catarina decide aceitar o desafio, mesmo sabendo que isso significa revisitar seu passado. Reencontrar o time talentoso da Supernova traz nostalgia, mas é André Nagalli, o DJ e produtor cuja língua é tão afiada quanto seu sorriso, quem consegue virar seu mundo de cabeça para baixo novamente. Entre flertes inesperados, provocações constantes e brincadeiras carregadas de tensão, Catarina tenta equilibrar o trabalho na gravadora, os desafios de ser mãe solteira e os sentimentos confusos que Nagalli desperta. Mas será que o choque entre a independência feroz de Catarina e o charme caótico de Nagalli resultará em uma parceria explosiva - dentro e fora dos estúdios? Ou o passado e as responsabilidades presentes serão barreiras grandes demais para ultrapassar?
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"- Você me quer lá... Apoio minha mão esquerda no colchão e a outra proximo ao seu rosto, desta vez sou eu que estou no comando. Seus olhos me queimam de um jeito bom, o frio se derretendo aos poucos. - Não sei porque, mas também quero estar lá... com você. - Passo meu dedo na sua bochecha carinhosamente, ela olha para o movimento e depois se perde em meu rosto novamente." 🫀 Um romance entre a amizade que se transformou em ódio. Faith sabia muito bem o que estava fazendo, cada palavra dita foi memorizada e ensaiada para ao menos gaguejar, era pequena, mas de infantilidade ou imaturidade não tinha nada. Parecia ter nascido em um corpo de criança quando sua mente era quase de uma adulta, uma fria, quieta, sozinha. Daquela vez foi tão explosiva, mas não se arrependia, o queria longe o suficiente para nunca mais ouvir sua voz ou sentí-lo novamente. Queria o deixar ir, mesmo que isso a machucasse em um lugar desconhecido de si. Queria que ele fosse feliz, que a deixasse, e sabendo que nunca aconteceria, o fez por ele. Porque ela sabia não ser suficiente para nada e nem ninguém, era muito quebrada para isso, deduziu isso após ser tão observadora com as crianças que tinham sua mesma idade. Ela não tinha nada igual a elas, fazia coisas que duvidava que teriam coragem, e não sabia se deveria se sentir arrependida, pois não sentia um remorso ou a sensação do errado. Era tão fria e gélida, desde que se entendia por gente que nunca pensou no que era a sensação do quente.

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