Lena não aguentava mais estar tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe. Tudo na repórter a atraía-seus olhos azuis oceano, seus cabelos dourados, sua boca, seu sorriso, seu jeito atrapalhado e envergonhado.
Sem conseguir se segurar, Lena se aproximou lentamente.
Kara, surpreendida pela atitude repentina da chefe, recuou instintivamente para trás. Seu coração acelerou quando percebeu que estava encostada na cabeceira da cama, sem mais para onde ir. Lena, sem hesitar, a seguiu, engatinhando sobre o colchão até que seus corpos ficassem perigosamente próximos.
O olhar intenso da morena estava cravado nela, e Kara sentiu um calor subir pelo corpo, um arrepio percorrendo sua espinha. Lena, por sua vez, estava completamente vidrada nas reações da loira.
A CEO inclinou-se ligeiramente, seu rosto ficando a poucos centímetros do de Kara. A respiração da jornalista vacilou.
- Sabe, Danvers... - Lena começou, a voz baixa, quase um sussurro. - Sou conhecida por ser uma mulher determinada, controlada, estratégica. Inteligente o suficiente para exalar poder e nunca demonstrar desejo, piedade... ou amor por ninguém.
O olhar de Kara ficou preso ao de Lena, o peito subindo e descendo em uma respiração irregular. O ar entre elas parecia eletrizado, carregado de algo que nenhuma das duas ousava nomear.
Mas estava ali. Inevitável.
.Não há Supergirl
.sem poderes
Kara, uma garota problemática que precisa correr em rachas para sobreviver e garantir que sua família sobreviva, se vê perdida quando se torna obcecada pela filha patricinha de um agente federal.
Uma alma quente como o inferno, destinada a ser sua, lhe causando caos e destruição. A obsessão que lhe faz querer sufocar a alma que te anseia, o precipício com apenas um único caminho: a escolha entre manter sua sanidade ou se perder.
Lena, a garota controlada, presa nas suas próprias sombras, com seus demônios gritando para sair, à beira de um surto, quando seu coração decide almejar uma alma que grita destruição. A tentação de tê-la amarrada a você, sem um caminho para voltar.