A última rosa

A última rosa

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Feb 3, 2025
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Fiction
Historical
Em um reino onde a lealdade é tão frágil quanto a lâmina de uma espada, as sombras que cercam o castelo de Castellune eram tão densas quanto as ambições que corriam nos corredores da nobreza. A princesa Elora D'Auvergne, destinada a governar, sentia o peso da coroa antes mesmo de ser coroada. Ao seu redor, traições eram apenas mais uma moeda no jogo de poder, e o veneno, seja ele em palavras ou entre famílias, tinha o mesmo valor que a prata e o ouro. Por trás das tapeçarias que adornavam as paredes do castelo, espreitavam os sussurros de uma família rival, os Van'Black, cujo nome, assim como suas intenções, era envolto em escuridão. Eilidh Van'Black, sua inimiga de olhos tão frios quanto o inverno, já arquitetava um plano para minar a linhagem D'Auvergne e tomar para si o que acreditava ser seu direito. Elora sentia o calor em suas mãos que costumavam ser frias, ela estava prestes a escolher um pretendente certamente astucioso, corajoso, e com um dote razoável para suster os bens de sua família, mas as coisas mudariam num piscar de olhos.
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#132
rainhas
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No alvorecer de um novo ano, sob o céu tingido pelo rubro nascente, a Fortaleza Vermelha despertava com o peso dos dias vindouros. Era uma manhã como tantas outras na corte do rei Viserys I Targaryen, mas para a mais jovem das princesas, o destino desenhava-se em traços ardentes. Alyssa Targaryen nascera quatro invernos após sua irmã, a princesa Rhaenyra. Seu primeiro choro ressoara pelos salões de Maegor com o pesar e o alívio de sua mãe, a rainha Aemma Arryn, cujo ventre já conhecera a dor da perda. Mas Alyssa sobrevivera, florescendo como uma chama branda em meio aos espinhos da corte. Foi aos oito anos que seu destino se entrelaçou ao de seu dragão. Na Pedra do Dragão, sob o olhar severo dos tratadores e a expectante supervisão do próprio Príncipe Daemon, Alyssa aproximou-se da criação que lhe fora prometida. Quando montou em Valerion pela primeira vez, o coração de Alyssa martelava como o soar dos tambores de guerra. O dragão se ergueu sobre suas patas traseiras antes de se lançar ao céu, e ela gritou - não de medo, mas de êxtase. Alyssa Targaryen não era mais apenas uma menina. Era uma cavaleira de dragão. A Fortaleza Vermelha celebraria seu retorno, com a princesa coberta em fuligem e cheirando a fogo. Viserys sorriria, Aemma enxugaria uma lágrima silenciosa, e Rhaenyra correria ao seu encontro, o orgulho e o afeto dançando em seus olhos. Mas para Alyssa, nada mais importava. Naquele dia, entre as nuvens tingidas pelo sol poente, ela compreendeu que sua vida jamais pertenceria apenas aos corredores de pedra fria. Seu destino era maior. Seu destino era o céu.

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