Sempre acreditei que as grandes histórias são aquelas que nos fazem esquecer que são feitas de palavras. Histórias onde reis não são heróis nem vilões, mas algo muito mais perigoso: humanos. Onde o amor pode ser uma sentença de morte, e a ambição, o caminho mais curto até a coroa - ou até o cadafalso. Onde os deuses não oferecem misericórdia e os homens, ao tocar o poder, descobrem tarde demais que podem se tornar deuses... ou monstros piores do que eles.
O mundo de O Canto das Cinzas não conhece redenção fácil. Ele foi forjado na mesma fornalha onde nascem as grandes tragédias: orgulho, medo e desejo de domínio. Homens que acreditam poder desafiar o destino. Mulheres que aprenderam que o destino não passa de uma mentira escrita pelos vencedores. Povos inteiros moldados por deuses antigos - deuses que abandonaram seus próprios filhos... ou talvez nunca os tenham abandonado de fato, apenas observando em silêncio, à espera do momento de recolher o que restar.
Todos concordam em uma única verdade: as cinzas se lembram. Elas guardam as histórias de impérios consumidos pelo fogo, de tronos reduzidos a pó, de reis que acreditaram ser eternos. E, entre esses sussurros, há um nome que jamais se apaga - Vael'Thyr, o Deus Cinzento, um homem que ousou ascender à divindade e, em sua queda, quase reduziu o mundo inteiro a nada além de cinzas.
Ao longo desta saga, você encontrará guerras que jamais deveriam ter sido travadas, traições que, vistas em retrospecto, sempre pareceram inevitáveis, e alianças seladas não pela confiança, mas pelo medo. Descobrirá que não existem respostas simples - e que, às vezes, a única vitória possível é sobreviver tempo suficiente para assistir ao mundo queimar.
Ainda assim, se decidir ouvir este canto, faça-o com cautela. A melodia é sombria, e o refrão - ah, o refrão - ecoa com o estalar das chamas e o sussurro eterno daquilo que resta após o fogo.
E lembre-se:
"Os deuses dormem.
As cinzas
Vida.
Quatro letras de uma palavra que possui os mais diversos significados se você perguntar para pessoas distintas. Um ciclo resumido em nascimento, crescimento e morte. Muitos vêem sentido no que chamamos de vida, outros nem tanto... E é isso o que a torna única.
Uma das principais vantagens de viver é o fato de que você pode desfrutar do que este mundo tem a oferecer: paisagens de tirar o fôlego, animais e plantas, comidas, pessoas, cultura... O mundo é um lugar lindo, mas ao mesmo tempo pode ser podre.
Onde há o bem, há o mal; onde há paz, há o caos e é no caos que o ser humano mostra toda a sua podridão, a sua verdadeira essência. Este mundo é cruel, todos lhe pisam se você for fraco, se não aguentar a pressão que colocam sobre os seus ombros e para sobreviver nele é preciso de poder.
Com poder você se torna invencível, ter o que quiser. Você pode passar por cima de qualquer obstáculo e claro, consertar os erros daqueles que não tiveram competência de fazer do mundo um lugar melhor.
Imagine viver por mais de 400 anos, acompanhar o crescimento e a destruição de nações. Ver coisas que você gostava deixando de existir ou sendo passadas para trás, ter que se adaptar constantemente a cada mudança...
Nos primeiros anos tudo é um mar de rosas, tudo é novo, são tantas opções para explorar... No entanto, ao longo dos séculos as coisas vão perdendo o seu brilho, ficando entediantes.
A imortalidade é um presente, mas pode se tornar uma maldição. Muitas vezes para mim era uma maldição, mas eu não abriria a mão dela, não quando pude conhecer alguém que instigasse a minha curiosidade e mexesse com os meus sentidos ao ponto de me deixar obcecado.
Não quando eu o tenho ao meu lado.
Não quando ele agora é meu.