Codinome Amapô

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Rio de Janeiro, 1979 Ditadura Militar - Operação Tarântula "Se tem algo que toda travesti que se preze sabe, principalmente as que trabalham como eu, é que qualquer segundo pode ser o último. Nunca se sabe qual vai ser a última risada, se vai ser apagada numa esquina qualquer, dentro de um estacionamento, se as drogas vão gritar mais alto do que a sua voz ou se o tempo vai ser seu único companheiro enquanto, uma por uma, todas as pessoas que você amou se tornam apenas memórias. E eu sabia disso." Em seus trinta e sete anos de vida, sendo desses vinte e dois anos nas ruas, Cassandra já havia passado por muita coisa. Desde precisar vender o seu corpo, fechar os olhos para assassinatos, e ser diversas vezes violentada, a mulher havia sobrevivido a uma realidade feita para destruí-la, e ela sabia disso. Seu tempo, porém, é contado e está acabando.
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Sendo uma estudante adolescente normal, Cassandra planejava viver sua vida da forma mais aceitável possível. Terminar os estudos, crescer, arrumar um emprego, conseguir um bom lugar na sociedade e orgulhar seus pais. Mas mesmo conhecendo o caminho correto, ela não conseguia deixar de se questionar se aquele modo de vida era realmente suficiente. Para completar, ela ainda odiava o estilo de vida falso que julgava nas pessoas em sua volta, talvez por isso sempre fora pouco sociável. Confrontando-se com pensamentos realistas e sem esperanças, a estudante seguia sua vida como qualquer outra: todos os dias ela saída de casa, subia no Hipertrem que atravessava a cidade, chegava ao curso que frequentava, fazia suas tarefas e treinamentos e depois refazia o trajeto contrário. Tudo inteiramente mundano, monótono e rotineiro. Seu passatempo favorito neste cotidiano era o hobby de observar, prever e julgar as ações e reações alheias. De fato, aquela era uma das atividades que mais a distraíam e divertiam sua mente. Mas mesmo isso parecia oferecer-lhe pouco combustível à caminhada do crescimento. Cassandra sempre soube que algo faltava dentro de si, mas nunca conseguiu descobrir exatamente o quê. Havia certo temor sobre o assunto, por isso o sentimento era constantemente ignorado. Até que um dia seus olhos brilharam diante de proposta tentadora. Haveria uma "aula especial" no formato de um Deathmatch, que seria ministrada em seu curso. Uma competição amigável entre os membros da turma e que funcionaria como uma espécie de prova física. Algo aparentemente simples, mas que em sua cabeça lhe prometia uma experiência extremamente divertida e infinitamente mais verdadeira do que qualquer outra coisa que experimentara na vida. Isso ela não seria capaz de ignorar. | Este conteúdo é protegido pela Lei de Direitos Autorais nº 9.610/98. Assinar ou apresentar como seu é crime pois viola os direitos de autor. O acesso a este conteúdo é registrado de acordo

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