Quando Tudo Mata

Quando Tudo Mata

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    Capitole 10
WpMetadataReadComplet sâm, mar 8, 2025
Eu nunca imaginei que o amor pudesse doer. Que pudesse sufocar, prender e destruir tão silenciosamente que, quando a gente percebe, já não existe mais saída. No começo, ele era tudo. A pessoa certa, no momento certo. A voz que me acalmava, as mãos que me seguravam quando eu achava que ia cair. Ele era luz, sorriso, promessa. E eu acreditei. Acreditei em cada palavra, em cada olhar. Me permiti ser amado. Mas o que parecia amor foi virando algo que eu não conseguia entender. No início, eram só pequenas coisas - um comentário sobre o jeito que eu falava, uma piada sobre as roupas que eu vestia. Coisas bobas, que eu deixava passar porque, no fundo, eu queria ser melhor pra ele. Queria ser digno desse amor. Então, mudei. Fiz de tudo para não decepcionar. Mas nada era o suficiente. As palavras doces começaram a vir acompanhadas de silêncio. O toque já não era o mesmo. E, de repente, eu não sabia mais quem eu era sem ele. Minha felicidade dependia de um olhar, de um carinho que só vinha quando ele queria. E quando não vinha, eu me culpava. Eu devia ter falado diferente, agido diferente. Eu devia ter sido mais do jeito que ele queria. Eu fui sumindo, me apagando. Até sobrar quase nada de mim. Mas ainda assim, eu fiquei. Porque, às vezes, ele voltava a ser aquele cara do começo. Aquele que me fazia rir, que me olhava como se eu fosse tudo pra ele. Nesses momentos, eu esquecia de todo o resto. Me agarrava a esses fragmentos e me convencia de que aquilo era amor. De que eu precisava apenas esperar que ele voltasse a ser quem era antes. Mas a verdade é que ele nunca mudou. E eu? Eu já não sabia mais quem eu era. "Quando Tudo Mata" é sobre essa história. Sobre amar tanto a ponto de não enxergar que o amor virou prisão. Sobre se perder em alguém que nunca te amou do jeito que você merecia. E sobre o peso de perceber tudo isso quando já é tarde demais.
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311 Dias Antes do fim... "Amélia" Eu nunca fui uma boa filha, nunca fui uma ótima aluna, muito menos uma irmã exemplar, nunca tive muitos amigos, nem sou muito boa em me relacionar com estranhos, não tenho um currículo perfeito, nem uma família completa, não tenho um talento especial do qual eu sou muito boa, eu nunca fui muito boa em nada pra falar a verdade, sempre fui comparada, trocada, deichada de lado, dói. Doi perceber que as outras garotas são praticamente perfeitas comparadas a mim, doi perceber que meu cabelo não é tão bonito, meu estilo de roupa não é grande coisa, meus robis são chatos, minha família não é como as do comercial de margarina, doi saber que pra muitas pessoas eu não sou o suficiente, mas pro meu pai eu era, eu era o suficiente, era o necessário pra fazê-lo sorrir, e pra mim isso é o que importa, não preciso de ninguém me dizendo como eu devo ser, como as outras garotas são, ou que eu deveria ser como elas, não preciso de ninguém esfregando na minha cara que eu não sou bonita, que eu deveria cortar o cabelo, ou pegar mas sol, não to nem aí pra eles, eu sou assim, eu amo o meu "eu", um dia eu acordei e percebe que a única pessoa que eu realmente quero ser sou eu mesma, então que se dane! Essa sou eu, pra que mudar?

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