O Vermecer da Alma

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WpMetadataNoticeÚltima publicación vie, mar 21, 2025
Um quarto apodrecido, pulsando como um órgão moribundo, é o ventre onde nasce e morre a consciência de um homem à deriva. Cercado por restos de si mesmo - garrafas vazias, livros em decomposição, versos mutilados - ele escreve com dedos sujos de tinta e sangue, tentando exorcizar a podridão que cresce dentro e fora do corpo. Cada objeto é um presságio, cada rachadura no espelho um fragmento da alma estilhaçada. Quando a luz cinzenta do amanhecer rasteja pelas frestas, não traz redenção, apenas revela o epitáfio que ele mesmo rabiscou no caderno encharcado: a confissão final de quem se tornou o próprio túmulo.
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#12
horrorpsicológico
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Duas almas atravessam o véu entre os vivos e os mortos no mesmo minuto, segundo e hora. Do mesmo dia, mês e ano. Sob a luz de uma lua de sangue. Uma delas segue o seu caminho e encontra a eternidade. A outra, com sede de sabedoria mesmo na morte, observa sua contraparte atravessar, mas ela não segue o mesmo caminho. Em vez disso, a alma curiosa, se aproxima do local de onde a outra veio, ela não vê muito, está turvo, como se estivesse debaixo d'água. A alma estende a mão, ela não consegue puxar de volta. Se ainda tivesse um corpo físico ela estaria franzindo as sobrancelhas enquanto faz força para soltar a mão de sua prisão invisível. A alma desiste. Ela se aproxima mais e passa uma perna, depois outra e então a cabeça. Derrepente, a alma esta sendo puxada, ela não sabe oque é aquilo ou como parar. Então ela flutua e flutua enquanto é arrastada pelo nada. E então tudo para. Ela sente dor, seu corpo todo protesta. Seu estômago geme de fome e ela não consegue respirar. Dois olhos cinzentos se abrem para a escuridão, apenas uma luz avermelhada iluminando o lugar, ela grita.

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