maldito trono

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WpMetadataNoticeLast published Thu, May 8, 2025
Ela sorria compulsivamente tentando esconder a dor em seus olhos, seus labios chegavam a sangrar por tanta repetição seguida. E oque ela faria? Abaixaria a cabeça e começaria a chorar? Reclamaria da vida, mas com quem? Ela tinha que continuar, afinal era a mais velha, era quem os mais novos se inspiravam para seguir em frente a quem eles recoriam quando seus próprios mundo eram uma bagunça. Sem reclamações. Sem erros. Sem imperfeições. Sem escolhas. Essas era as "escolhas" dela. Um dia uma das vozes em sua cabeça a fez questionar " pq quer viver em um mundo que claramente não vai se importar se vc sumir?"... Sumir, a palavra que ela mais queria que se torna-se real, que todos a esquecessem. Ser da realeza nunca foi seu desejo, mas quem diria que o rei a reconheceria como sua filha que avia cido sequestrada quando mais jovem. Pura mentira... Mentira pq ela não tinha sangue real, apenas era a copia da rainha por obra do destino. Amaldiçoado fosse o destino. Tudo isso apenas pq a filha mais velhas deles avia morrido, e as outras filhas eram novas de mais para subir ao trono. E a desculpa mais sensata? Pegar uma plebeia mais velha, que fosse semelhante a família real e dizer que era sua filha mais velha que a muito avia sido sequestrada. Tudo bem, agora ela tinha uma "família", claro que eles só a viam como alguém que ficaria no trono até que suas próprias filhas pudessem ter idade para acender ao maldito trono. Eles a matariam depois disso tudo...? Quem sabe. Os únicos que realmente a viam como parte da família eram seus "irmãos", uma menina jovem de nem 9 anos ainda, mas muito educada e inteligente, um casal de gêmeos de 6 anos também educados e que ja eram ensinados desde pequenos que logo teriam que se casar e trazer alianças novas para o reino, e por último o bebê que a rainha tanto aguardava.
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Eu nunca pude escolher na vida desde que me conheço por gente. Sempre fui escolhida e obrigada a aceitar. Eu não podia lutar contra o que o destino reservou pra mim. E foi assim com meu destino traçado e decretado na ponta de uma pena feita por um contrato entre reis, que assinaram a minha sentença me condenando a tristeza eterna ao lado de quem eu não sinto nada além de repulsa e ódio. Me casei aos 23 anos com Edgar Hernández, fui um prêmio de uma guerra onde o meu Reino Bertollini perdeu e o Reino Hernández ganhou, não havia como desfazer o combinado, Reis não voltam atrás de suas decisões. Meu marido não era um bom rei, era tirano, tirava parte da arrecadação dos impostos e guardava para si, combinava com o padre de ter metade do dízimo em troca de proteção para a igreja e todos os sarcedotes, nenhum súdito gostava de seu reinado e quem contrariava era condenado a forca em praça pública. Ele também não era um bom esposo, saía todas as noites para gastar com bebidas e mulheres, tinha uma mulher por noite ao seu dispor, voltava bêbado e quando não voltava era porque tinha dormindo com a amante fixa dele. Reclamava que eu não o satisfazia, que eu não cuidava bem dos afazeres como senhora da casa e sempre me lembrava que eu era apenas um enfeite obrigatório, pois como rainha eu não podia ter poder nenhum, era muda e surda quanto as decisões reais. Foi em uma noite que tudo aconteceu e desde aquela manhã eu sentia que o dia terminaria de modo trágico. Edgar estava morto em meus braços. Quem poderia ter matado Edgar Hernandez? São tantos inimigos que não cabem na lista os suspeitos. Digo sem medo de parecer cruel, agradeço quem o matou, você me trouxe uma liberdade provisória até chegar o próximo e me tomar como esposa. Nunca pude escolher, mas eu posso dar um novo rumo ao meu destino. Obs: não é fanfic!

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