INTRODUÇÃO
A estrada serpenteava entre montanhas cobertas por uma névoa espessa, como se o próprio ar resistisse à passagem deles. Thomas apertou as mãos no volante, os olhos fixos no caminho que parecia se fechar à frente, enquanto o GPS piscava erraticamente antes de desligar de vez.
- "Algo está errado aqui..." - Claire sussurrou, olhando pela janela as árvores retorcidas que se aglomeravam à beira da estrada, seus galhos se esticando como dedos ossudos.
As gêmeas, Elizabeth e Elizzie, riam no banco de trás, alheias ao desconforto dos pais. Carl, porém, sentou-se mais ereto, os olhos arregalados ao avistar uma placa enferrujada:
"Bem-vindos a Black Hollow."
Nenhum deles sabia ainda que essa cidade não existia.
Quando Thomas recebe uma promoção que promete uma vida nova para sua família, todos concordam em se mudar para a remota cidade onde ficará sua nova sede de trabalho. Porém, ao chegarem, algo parece profundamente errado: as ruas estão desertas, mas não vazias. As poucas pessoas que vagam pelas sombras usam roupas surradas, como se tivessem parado nos anos 1940, e seus olhos seguem os recém-chegados com uma mistura de medo e fome.
À noite, os gemidos do vento se confundem com sussurros em línguas esquecidas. As gêmeas começam a conversar com "amigos imaginários" que riscam as paredes do sótão. Carl testemunha vultos que se arrastam pelos corredores, sempre ao raiar da madrugada. E Claire descobre que as fotografias da casa revelam rostos distorcidos onde deveriam estar os dela família.
Thomas, determinado a provar que tudo não passa de histeria, mergulha nos arquivos da cidade-e descobre que Black Hollow desapareceu dos registros oficiais em 1942, após um "incidente" nunca explicado. Agora, conforme os dias se repetem num loop macabro e a família se despedaça, ele percebe a verdade:
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