Enquanto não te decifro...

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Aug 2, 2025
" Ela era o enigma. Eu, a pergunta insistente." Ela apareceu no meio do frio, mas tudo nela queimava. Com olhos que não pedem licença, passos que não fazem som e um toque que desarma antes de chegar. A - se é que esse é mesmo seu nome - não se explica, não se oferece. Ela invade. Com um olhar. Com um bilhete. Com o silêncio que enlouquece. Júlia nunca foi de se perder fácil, mas com ela... é como se o chão sumisse. A cada gesto, um enigma. A cada ausência, uma presença ainda maior. E o pior - ou o melhor - é que ela não quer respostas. Ela quer o risco. A vertigem. Quer descobrir até onde vai o desejo quando ele não vem com manual. E enquanto tenta decifrá-la... acaba se despindo de si mesma
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"Confiro mais uma vez o jantar pronto e servido sobre a mesa. A superfície de vidro embaçado pelo calor emitido por algumas travessas. Encaro o relógio prometendo pela sétima vez que é a última que o encaro. Já se passa das duas e ele ainda não chegou para o jantar do nosso aniversário de casamento. De repente ouço risadas, o tilintar de um molho de chaves e portas batendo. Ao fundo o som de alguns objetos provavelmente estilhaçados por todo o chão. Me levanto, deslizando as mãos pelo meu vestido, para que não se amasse por nada. Gostaria de estar impecável para quando ele chegasse. A meia luz que preparei deixava o ar do apartamento sedutor até mesmo para mim, que sou completamente cética nestas questões. Mais um estrondo. Decido ir até a janela, empurrando um pequeno pedaço do tecido da cortina que cobria a visão para o apartamento da frente. Seu cabelo estava bagunçado e com certeza aquela tatuagem em suas costas não era temporária. A risada que antes ouvira pertencia à mulher sob ela, sem qualquer inibição ou receio de um flagra. Pude enxergar algumas marcas em sua cintura. Afinal, o meu apartamento é literalmente de frente para o dela. E não é como se ela se importasse em ser pega."

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