O espelho que comeu o céu

O espelho que comeu o céu

  • WpView
    LECTURES 13
  • WpVote
    Votes 1
  • WpPart
    Chapitres 3
WpMetadataReadEn cours d'écriture
WpMetadataNoticeDernière publication dim., avr. 20, 2025
Lira nasceu de um silêncio tão denso que fazia eco. Filha de uma mulher de vidro e de um homem de pedra, foi prometida a um estranho antes de saber pronunciar o próprio nome. Aos dez anos, ensinaram-lhe a bordar véus e esquecer o som da própria voz. Mas Lira vê o que ninguém mais vê. Vê palavras dançando nos cantos dos livros roubados. Vê rostos pintados nas peças de rua sorrindo como se a chamassem. Vê, dentro de si, um céu que não cabe em molduras. Então o espelho apareceu. Ou talvez sempre estivesse ali. Um espelho que não reflete - engole. Engole rostos, engole horas, engole o próprio céu. Enquanto o mundo a arrasta para o altar, Lira escapa por dentro: escapa em sonhos, em tintas, em gritos que ninguém ouve. Ela não quer ser noiva, nem santa, nem lembrança. Ela quer ser outra coisa. Talvez se chame magia. Ou talvez seja apenas o nome que o céu gritou antes de sumi
Tous Droits Réservés
#165
protagonistafeminina
WpChevronRight
Rejoignez la plus grande communauté de conteursObtiens des recommandations personnalisées d'histoires, enregistre tes préférées dans ta bibliothèque, commente et vote pour développer ta communauté.
Illustration

Vous aimerez aussi

  • O Conto De Obse
  • Renascer em mim
  • The Last Christmas
  • Greece (L.S)
  • Ecos entre Almas
  • A Deusa da Chama: A Dona da Vida e da Morte (EDITANDO)
  • Oposto do Ódio │Rorasa - BabyMonster
  • Apartamento 251 | Babymonster shipps.

Nesta fantasia gótica de melancolia e reflexos partidos, habita um ser de dois nomes e uma só alma estilhaçada. A tristeza, profunda e invisível, esconde-se como poeira em veludo preto. A alegria, tênue, flutua como um perfume antigo em cômodos vazios. Obse é um gato - ou parece. De olhos tão expressivos que ferem mais do que qualquer palavra dita, carrega em si os vestígios de uma mulher chamada Calista. No mundo dos espelhos, Calista vive; ou sobrevive - fria, séria, silenciosa, com olhos que engolem tudo que olham. No mundo real, é apenas um animal pequeno, de cauda encurtada, mas de sentimentos que explodem em silêncios. Obs.: Que teus olhos sangrem, se ousares devorar esta merda.

Plus d’Infos
WpActionLinkDirectives de Contenu