Kayla estava presa entre paredes bonitas demais para serem verdadeiras. As cores antes um abrigo, agora um cárcere já não eram suas favoritas; eram tons escolhidos para enganá-la, cores que gritavam calma enquanto o medo rastejava como sombra atrás dela. Cada detalhe do quarto parecia conhecer seus segredos: o tecido do lençol, o toque frio do piso, o cheiro doce demais no ar.
Ela não compreendia os próprios sentimentos era como se estivessem presos em um aquário turvo mas reconhecia, com a clareza de um presságio, as intenções dele. Sabia, lá no fundo, o que estava reservado para seu futuro. Não era apenas medo; era uma promessa silenciosa, um fio esticado prestes a arrebentar. E, enquanto o relógio invisível marcava o tempo, Kayla sentia que cada segundo ali a afastava de quem fora e a moldava para algo que ela ainda não conseguia nomear.
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