Elizabeth "Lizzie" Byron tem vinte e poucos anos e o peso de uma dinastia sobre os ombros. Descendente direta de Lord Byron e herdeira de uma linhagem de artistas anglo-americana, ela cresceu entre sets de filmagens e bastidores de teatros. Ganhou um Oscar antes dos trinta, viu seu nome virar manchete antes mesmo de aprender a assiná-lo e frequenta tapetes vermelhos desde que consegue se lembrar.
Famosa demais para passar despercebida e ansiosa demais para admitir que, no fundo, odeia ser o centro das atenções. Seu mundo é grande, barulhento e, certas vezes, terrivelmente solitário.
Amelia "Millie" Clarke, por outro lado, vive em um compasso de quatro por quatro. Ela prefere a segurança dos espaços pequenos. Sua vida acontece entre o silêncio sagrado da Willow Music Bookshop, na Cecil Court: um relicário de partituras, raridades literárias e memórias musicais que sua família protege há gerações. Onde conhece cada lombada pelo toque; os arranhões no balcão, os cafés da rua. E o apartamento caótico e acolhedor que divide com os amigos em Notting Hill.
Ela leva a vida com uma rotina previsível, como quem construiu um coração cuidadosamente blindado, onde nada novo e nada perigoso tem permissão para entrar.
As duas não tinham absolutamente nenhuma razão para se esbarrarem. E, quando se esbarram, não é um momento cinematográfico. É breve, desastroso e quase sem sentido. Uma colisão de mundos em um típico dia de primavera em Londres que, por algum motivo, deixa um estalo no ar. Uma química que nenhuma das duas pediu, mas que nenhuma delas consegue ignorar.
Agora, entre visitas inesperadas à livraria, caminhadas nervosas pela cidade e conversas que começam desajeitadas e terminam íntimas demais, Lizzie e Millie descobrem que: talvez duas pessoas possam se apaixonar mesmo com o mundo inteiro olhando.
Uma história sobre fama, família e a coragem de ser apenas uma garota, parada em frente a outra garota, pedindo para ser amada.
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