Pai.  [Comédia LGBTQIA+ [FINALIZADO]

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Rupaul's Drag Race
Na pacata Acácia onde nada acontece, o responsável adolescente Rafael vive com Eva, sua pai e melhor amiga, uma mulher desorganizada e atrevida, que só come pizza congelada, é viciada em videogames e costuma cair em golpes online, mas que não leva desaforo pra casa, nem dos que falam em nome da fé, e que educa seu filho e sacrifica tudo por ele, o oposto de como seu pai a criou. Aos dezesseis anos, após ser expulsa de casa com a namorada grávida, que a abandonou pouco tempo após dar à luz, Eva se viu no maior desafio de sua vida: Criar Rafael sozinha e sobreviver a transição. Agora, com 32 anos, ela tenta equilibrar a vida entre os dramas da pequena cidade, as saídas com os amigos, e seus dois empregos: Durante o dia, é vendedora na Escarlate, a única loja de roupas de Acácia. À noite, trabalha de Drag Queen, fazendo shows de stand-up. Rafael é o completo oposto de sua pai. O garoto cuida da casa, organiza as contas, e tem as melhores notas da escola, tudo para poder realizar seu sonho de ser médico e ajudar pessoas trans, para que nenhuma delas passe pelo que cresceu vendo sua pai passar. Mas sua vida perfeita começa a desandar após mudar de escola e conhecer o misterioso Isaac. Além de enfrentar a confusão em sua mente e seu coração, o sentimento do garoto se torna seu primeiro segredo, para impedir que Eva sofra mais preconceito ainda.
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Em um mundo que frequentemente se mostrava hostil à sua verdade, a vida de Fred, outrora Fernanda, iniciou-se sob o signo da dissonância, aprisionado em um corpo que não refletia a essência de sua alma. Desde a infância, sua jornada se configurara como uma odisseia íntima, pontilhada por provações e lutas silenciosas, batalhas travadas no recôndito do ser. O nascimento, ironicamente concebido como um princípio de vida, impusera-lhe um cárcere de gênero, um eco dissonante da melodia que em seu íntimo sempre ressoara. A cada passo rumo à autenticidade, a cada tentativa de expressar a verdade de sua identidade, erguia-se a muralha da incompreensão, o peso do preconceito, a dor lancinante da disforia. Mas, como uma fênix resiliente, Fernanda, em sua metamorfose para Fred, encontrou na adversidade a forja de seu espírito. Cada lágrima derramada, cada ferida cicatrizada, cada obstáculo transposto, robusteceram a fibra de sua alma, conduzindo-o a um limiar crucial, um instante de suspensão entre o passado de sombras e a promessa de um futuro autêntico e pleno. Mesmo sob o fardo da luta identitária, sob o véu da invisibilidade social, a esperança, inextinguível como uma chama votiva, persistia em arder, um farol tênue a iluminar sua jornada. Naquele momento decisivo, sob a superfície enganosamente tranquila da vida, o destino, em sua dança enigmática, preparava o palco para a provação suprema, um batismo de fogo que, paradoxalmente, o impulsionaria, através da fornalha da adversidade, rumo àquela felicidade e àquele sucesso que, agora como Fred, ele finalmente ousava abraçar, ressignificados pela coragem de viver, em sua plenitude, a verdade essencial de quem ele sempre fora destinado a ser.

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