- Você sabe, né... - James disse, encostando-se levemente no ombro de Regulus, olhando para o salão iluminado pelas velas flutuantes. - Eu nunca imaginei que alguém como você... fosse tão difícil de decifrar.
- Difícil de decifrar ou difícil de ignorar? - Regulus respondeu, os dedos brincando com os anéis, aquele brilho de malícia que só ele sabia ter. - Porque, honestamente, James... você não consegue parar de me observar.
- Talvez eu goste de observar... - James murmurou, rindo baixo. - Mas não é só isso. É que com você... tudo parece mais intenso. Cada gesto, cada palavra... é como se o mundo ficasse mais vivo.
Regulus ergueu uma sobrancelha, um pequeno sorriso se formando nos lábios.
- E você acha que isso é bom ou ruim?
- Bom, definitivamente bom - James disse, soltando uma risada suave, aproximando-se um pouco mais. - Mas, cara... você é como a noite e o sol ao mesmo tempo. Me deixa meio perdido, mas nunca entediado.
Regulus olhou para ele, sério por um instante, antes de deixar escapar um sorriso mais largo.
- Então estamos no mesmo barco, não é? Porque, James... você também me deixa completamente fora de controle.
- Pois é... mas talvez seja exatamente por isso que eu não queira que acabe - James respondeu, com aquele brilho de sinceridade que só ele conseguia mostrar. - Porque estar com você... faz todo o resto parecer pequeno demais.
- E você acha que eu sinto diferente? - Regulus murmurou, baixinho, aproximando-se mais. - Eu já me acostumei a gostar de vocês... de vocês e do caos que vocês trazem.
- Então estamos ferrados, não é? - James riu. - Porque eu não pretendo desistir.
- Nem eu. - Regulus respondeu, e o leve toque das mãos foi quase suficiente para dizer tudo que eles ainda não falavam em palavras.
All Rights Reserved