As Crônicas de Kato
Brasil, 3033. O planeta foi devorado por fogo, veneno e pragas. O que restou é um cemitério vivo, um mundo desolado, uma wasteland seca, apodrecida, radioativa. A chuva corrói. O sol queima a pele como lâmina. As cidades são carcaças, dominadas por bandos sedentos por sangue, mutantes deformados pela radiação e zonas tão tóxicas que só aberrações conseguem atravessá-las.
Os governos foram destruídos. Não há organização. Não há senso de comunidade. Tudo agora é baseado na troca, água, munição, remédios, carne. As armas são improvisadas. A lei é o medo. E cada passo pode ser o último.
Kato sobrevive. Sozinho. Caminha entre os ossos do velho mundo, buscando apenas duas coisas: os amigos que perdeu... e o Castelo Negro, a última promessa feita a um moribundo, porém raro amigo, em dias em que a cada esquina há um inimigo à espreita.
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