A vida de Georgia era feita de silêncios - longos, pesados, quase mortais. Invisível aos olhos do mundo, carregava o peso de existir como quem carrega uma culpa: sentia que ocupava espaço demais, que era um fardo em forma de gente. Marcada por abusos do passado, afundava em transtornos alimentares e na escuridão da depressão, onde cada dia era uma batalha silenciosa. Quando a esperança enfim se partiu, Georgia escolheu escrever a verdade com a própria dor. Deixou cartas como cicatrizes em papel, e interrompeu a própria existência, não por covardia, mas como um último grito.
Atribusi Creative Commons (CC)