Às vezes me pergunto se tudo aquilo realmente aconteceu... ou se foi apenas uma ilusão tecida pela minha mente cansada. As imagens vêm em fragmentos, como fotografias borradas: os flashes das câmeras, a silhueta de uma mulher que parecia tão distante do meu mundo, e ao mesmo tempo, tão próxima do meu coração.
Lembro-me dela... Kendall Jenner. Uma vida feita de passarelas, aplausos e compromissos que jamais poderiam se alinhar com a minha. E, no entanto, havia algo em seu olhar que falava de silêncio, de busca, de um vazio que eu também conhecia bem. Dizem que o destino tem formas misteriosas de unir dois universos que jamais deveriam se cruzar. Será?
Tudo teria começado numa tarde banal. Uma queda de bicicleta, um garoto ferido, um hospital iluminado pelo cheiro frio do antisséptico. Eu estava lá - eu sei que estava. Atendi Mason, o sobrinho inquieto que chorava, e ao seu lado vi a mulher de quem tantos falavam, mas que ninguém parecia realmente conhecer. Foi nesse instante que o acaso me apresentou a ela.
Recordo cada detalhe como se fosse real: minha voz tentando acalmar o menino, os olhos dela presos aos meus, e aquela sensação absurda de que havia muito mais ali do que um encontro passageiro. Lembro-me até das histórias que contei sem querer - de minha filha Sophie, da tragédia que me marcou, do peso de um sobrenome que carrego em silêncio. Ela ouviu tudo. E parecia entender.
Mas, quando fecho os olhos, a linha entre memória e imaginação se desfaz. Teria mesmo acontecido? Ou foi apenas o meu coração, cansado da solidão, que inventou uma lembrança para sobreviver?
No fim, só resta uma pergunta que ecoa dentro de mim:
ISSO É VERDADE OU MENTIRA?
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