Por tudo que ainda somos

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WpMetadataNoticeÚltima publicación lun, may 5, 2025
Sophia tem vinte anos, estuda Letras e vive tudo como se estivesse em um romance escrito por ela mesma - com intensidade, entrega e uma urgência que às vezes assusta. Diego, aos vinte e quatro, trabalha em uma empresa de administração e encara a vida com calma, praticidade e uma maturidade que o mantém com os pés no chão. Eles se amam, mas em línguas diferentes. Enquanto Sophia espera declarações ardentes e gestos impulsivos, Diego acredita que amar é estar, mesmo em silêncio. Essa diferença, que um dia foi equilíbrio, se transforma em ruído. Discussões, cobranças, mal-entendidos. Até que, em um impulso, Sophia termina com ele - querendo que, pela primeira vez, ele sentisse o que ela sente. Mas o amor, mesmo machucado, não desaparece. Ele se esconde nos detalhes, nos lugares em comum, nas músicas que tocam por acaso. Entre silêncios cheios de saudade, recaídas perigosas e reflexões necessárias, Sophia e Diego vão precisar entender: será que amar do próprio jeito é o suficiente? Ou é preciso aprender a amar no tempo do outro?
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Entre olhares no fundo do ônibus, o silêncio vira vício. Lara tem vinte anos, estuda Direito e trabalha como estagiária em um escritório onde os advogados esquecem que a empatia também é lei. Todas as manhãs, entre uma xícara de café e o peso de prazos sufocantes, ela pega o mesmo ônibus lotado. É ali, no meio do caos e dos fones de ouvido, que ela encontra um alívio inesperado: o menino do moletom azul que sempre senta no mesmo canto do fundo. Ian tem dezoito, está no último ano do ensino médio, vive com a mãe e o irmão pequeno, e carrega a sensação de que ninguém o enxerga de verdade. Até que alguém começa a olhar. Alguém que ele só conhece de vista, mas que virou presença constante entre os rabiscos do seu caderno e os devaneios entre uma aula e outra. Eles não se falam. Mas se reparam. Eles não se conhecem. Mas se procuram. E, entre as idas e voltas da linha 273, os sentimentos crescem - tímidos, intensos, inevitáveis. Segunda a Sexta é uma história sobre encontros silenciosos, afetos que nascem no intervalo do cotidiano, e o impacto de uma rotina que, de repente, deixa de ser só rotina.

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