Minwoo tinha apenas três semanas de vida quando morreu. Uma febre ignorada, um choro não ouvido. A palavra que os médicos usaram foi "negligência". Mas para a Sra. Jeon, significou colapso. Para o resto da família, perda. Para Jung Kook, de 17 anos, significou anulação. Ele era o irmão mais velho, com sonhos, uma bolsa de estudos em música, e um quarto cheio de futuro. Mas após o enterro, tudo mudou. A mãe começou a chamá-lo de "meu bebê", começou a dar papinhas no jantar, vestir roupas com estampas infantis. Ele tentou ignorar. Depois, tentou resistir. Mas quando chegou da escola e viu seu quarto transformado - paredes azuis, berço tamanho adulto, fraldas dobradas e um body com o nome "neném " costurado - percebeu que não era mais uma fase. Era uma substituição. - Hoje a gente começa de novo, meu amor - disse a mãe, com lágrimas de afeto doentio. Fraldas. Mamadeiras. Castigos por "desobedecer as regrinhas do bebê". Chupetas esterilizadas. Recompensas por se comportar como neném . E, com o tempo, a dúvida se infiltrou como veneno. "E se eu for mesmo um bebê?" "E se eu nunca tivesse crescido?" Aos poucos, o reflexo no espelho desapareceu. O corpo era de um adolescente. Mas a mente... a mente estava sendo moldada por um luto que não enterrava mortos - apenas destruía os vivos.
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