Eldraen
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WpMetadataNoticeLast published Thu, May 15, 2025
Enora não nasceu em Eldraen. Foi encontrada por Lorcan - um feérico antigo, moldado pelo silêncio do tempo e pelas feridas de um reino em decadência - ainda bebê, chorando sozinha em um parquinho esquecido do mundo humano. Levá-la para Eldraen foi um impulso, um capricho que ele nunca soube explicar... até que os anos passaram, e a presença dela começou a perturbar mais do que o equilíbrio de sua rotina. Criada entre criaturas que a olhavam com desdém, Enora cresceu sabendo que jamais seria como eles. Sem magia, sem asas, sem lugar. Mas quando as terras feéricas começam a adoecer, sussurros antigos despertam: a lenda de que o sangue certo, mesmo que humano, poderia reacender a coroa encantada - e devolver a vida a Eldraen. Cercada por intrigas, perigos e desejos não ditos, Enora se vê como peça de um jogo muito maior do que imaginava. Um jogo onde corações frágeis são usados como armas, e mentiras podem ser mais sedutoras que verdades. "Você finge me odiar, Enora mas seus olhos imploram para que eu me aproxime... até que seja tarde demais para recuar."
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Ele não é um herói, nem quer ser. Neste mundo, onde a magia impregna a terra e o ar, ela não é um dom divino ou uma esperança - é uma arma. Uma força que molda os poderosos e massacra os fracos. Para ele, magia nunca trouxe salvação, apenas mais razões para lutar, fugir ou se esconder. Ele é um garoto qualquer, nascido entre os escombros de uma sociedade que se alimenta de guerra e desigualdade. Não há profecias ou destinos grandiosos à sua espera. O que há é a luta diária: contra a fome que corrói o estômago, contra a violência que se esconde em cada esquina, e contra o vazio que cresce no peito cada vez que ele tem que escolher entre sua moral e sua sobrevivência. A magia não é o centro do mundo dele. É apenas mais uma sombra, algo distante e opressor, usado por aqueles que nunca precisam sujar as mãos. Enquanto reis disputam poder e magos erguem muralhas de ouro, ele aprende que sobreviver é a verdadeira batalha. Não há glória, não há justiça. Só o peso de cada escolha que o empurra para mais longe de quem ele costumava ser. No final, o que resta não é a luta pelo mundo, mas a luta por si mesmo - para manter a humanidade em um lugar que tenta arrancá-la de você a cada instante.

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