Aurora Bennett só queria sumir. Depois de um colapso nervoso causado por um relacionamento abusivo com um homem poderoso e manipulador, ela largou tudo: o emprego como terapeuta ocupacional em Boston, a família que só sabia manter aparências e a vida que não era dela. Aos 26 anos, com os nervos em carne viva e uma desconfiança cravada no peito, ela dirige até onde o mapa acaba e o mar engole a terra: La Push.
Chuvosa, isolada e cheia de silêncio, a vila parece o lugar ideal para desaparecer — ou ao menos para respirar sem ser vigiada. Mas Aurora logo percebe que La Push não é tão quieta quanto parece. Há olhares demais, segredos demais, calor demais.
Especialmente entre os homens da reserva.
Dois deles, em particular, a tiram do eixo.
Embry Call tem um sorriso que desmonta e um jeito gentil demais pra ser ignorado. Mas há algo nos olhos dele — algo que já foi partido e colado de novo, com cuidado, como ela mesma.
Paul Lahote, por outro lado, é pura tensão. Rude, direto, e dono de um tipo de energia que incomoda e atrai ao mesmo tempo. Ele parece odiá-la à primeira vista — ou talvez só não saiba lidar com o que sente.
Aurora não está pronta para confiar. Não em homens, não em ninguém. Mas há algo nesses dois que atravessa a muralha que ela construiu: uma espécie de verdade crua, instinto, dor reconhecendo dor. E quando ela começa a se aproximar deles, sem saber o que sente ou o que quer, se vê no centro de uma tensão que nenhum dos três está preparado para encarar.
O que Aurora não sabe é que os lobos da reserva guardam mais do que segredos. E que a presença dela pode ser o estopim de algo muito maior — entre paixões mal resolvidas, feridas antigas e uma conexão visceral que desafia o controle.
Enquanto seu passado se movimenta nas sombras, tentando encontrá-la, o presente grita. E ele tem olhos escuros, respiração quente e um coração que também quer sobreviver.
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