A miserável existência de um sonhador
17 partes Concluida O azul sempre foi feito de calmaria - um reflexo da serenidade que aprendeu a cultivar para sobreviver ao caos interno que escondia. Mas tudo muda quando ele conhece Bordô, uma presença intensa, vibrante e avassaladora que colore seus dias com sentimentos que ele mal sabia nomear.
Apaixonar-se por Bordô é como mergulhar em um mar profundo, onde a beleza da entrega contrasta com o medo de se perder de si mesmo. O azul teme afundar no próprio oceano de inseguranças, de traumas não curados e do amor que cresce mais rápido do que consegue suportar.
Em um gesto de autopreservação, ele decide desistir do que sente - não por falta de amor, mas por excesso de medo. Desistir de Bordô é como arrancar uma parte de si, mas talvez seja a única forma de não se afogar.
Essa é uma história sobre amar demais e ainda assim partir. Sobre cores que não se misturam, mas que jamais se esquecem. E sobre aprender que às vezes, deixar ir é o ato mais doloroso e mais puro, de amor.
Esse livro não é sobre o bordô.