O Preço do Sangue

O Preço do Sangue

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WpMetadataNoticeLast published Tue, May 27, 2025
‹ 𝐉ikook Alguns fantasmas não precisam assombrar - eles renascem. Jimin morreu aos vinte anos. Morreu quando mãos familiares o prenderam á mesa de cirurgia. Morreu quando seu próprio sangue escorreu para salvar o irmão que sorria. Morreu por todos que juraram amá-lo. Mas a morte não o libertou. Jimin acorda no passado, com as cicatrizes da vida anterior intactas em sua mente. Desta vez ele não será o submisso que sacrificaram. Sob um sorriso inocente, esconde uma alma feita de lâminas e de extrema frieza. Seu plano é simples: fazer cada traidor - o irmão Min-ji, o obsessivo Mark, os tios que o ''vendeu'' - arder no inferno que construíram para ele. Mas há um porém. Um homem. Um que não deveria importar. Alguém que olha para Jimin e vê tudo que ele esconde - a dor, a fúria, a criança abandonada que ainda chora por trás dos olhos frios. E o pior? Jimin está começando a querer esse olhar. Em uma vida onde todos são peças em seu jogo, como lidar com aquele que se ajoelha voluntariamente no tabuleiro - não como vítima, mas como cúmplice? ... [Capa e detalhes feitos por mim]
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Higanbana

Ele me olhava como se tivesse acabado de me caçar - os olhos escuros cravados em mim, sedentos, enquanto o uísque girava lento no copo, como o sangue ainda fresco no chão entre nós. Sua respiração era densa, febril, quase tão quente quanto a vida que acabáramos de arrancar. O cheiro metálico da morte se misturava ao perfume da sua pele, e eu... eu não conseguia respirar sem ele. Ele era meu medo e minha redenção. Minha sentença e minha salvação. Estar ao seu lado era como cair num abismo e desejar que ele nunca tivesse fim. Eu me agarrava a ele como quem se afoga na própria insanidade - e ainda assim implora por mais. Ele me matou antes de qualquer outro. Quando me olhou daquele jeito. Quando sussurrou meu nome com aquela voz rouca, carregada de vício e poder. Eu não tinha mais corpo, nem alma. Só vontade. Vontade de tê-lo. De me perder inteiro nele. O mundo morreu no instante em que o sangue respingou nas nossas mãos. E ali, entre a morte e o desejo, eu soube: eu precisava dele mais do que da droga, mais do que do ar. Se ele me deixasse, eu não sobreviveria nem à próxima batida do meu coração. E ele sabia. E sorria. Porque ele também precisava de mim. Doentio. Louco. Viciado. Meu.

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