Infantilia

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Minwoo tinha apenas três semanas de vida quando morreu. Uma febre ignorada, um choro não ouvido. A palavra que os médicos usaram foi "negligência". Mas para a Sra. Jeon, significou colapso. Para o resto da família, perda. Para Jung Kook, de 17 anos, significou anulação. Ele era o irmão mais velho, com sonhos, uma bolsa de estudos em música, e um quarto cheio de futuro. Mas após o enterro, tudo mudou. A mãe começou a chamá-lo de "meu bebê", começou a dar papinhas no jantar, vestir roupas com estampas infantis. Ele tentou ignorar. Depois, tentou resistir. Mas quando chegou da escola e viu seu quarto transformado - paredes azuis, berço tamanho adulto, fraldas dobradas e um body com o nome "neném " costurado - percebeu que não era mais uma fase. Era uma substituição. - Hoje a gente começa de novo, meu amor - disse a mãe, com lágrimas de afeto doentio. Fraldas. Mamadeiras. Castigos por "desobedecer as regrinhas do bebê". Chupetas esterilizadas. Recompensas por se comportar como neném . E, com o tempo, a dúvida se infiltrou como veneno. "E se eu for mesmo um bebê?" "E se eu nunca tivesse crescido?" Aos poucos, o reflexo no espelho desapareceu. O corpo era de um adolescente. Mas a mente... a mente estava sendo moldada por um luto que não enterrava mortos - apenas destruía os vivos.
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| CONCLUIDA | Jungkook sempre foi um alfa exemplar. Respeitado e admirado, seu talento como obstetra fazia dele o melhor do país. Mas, apesar do prestígio e da estabilidade, havia um vazio que ele não conseguia preencher: o desejo de formar sua própria família. Ele sonhava com o dia em que encontraria sua alma gêmea, aquele elo inquebrável que apenas os destinados compartilhavam. Porém, os anos se passavam, e a tão esperada conexão nunca acontecia. Certa noite, enquanto revisava prontuários em seu escritório, um alvoroço no corredor chamou sua atenção. A emergência estava em caos, e, no centro da confusão, um jovem ômega ofegava, com os olhos marejados de desespero. Seu nome era Park, e ele segurava a própria barriga em agonia, suplicando para que alguém salvasse seu filho. O cheiro doce que emanava do ômega invadiu os sentidos de Jungkook como uma corrente elétrica. Seu coração disparou, seu instinto rugiu em reconhecimento. Em um segundo, tudo mudou. Jungkook sabia, com uma certeza absoluta, que estava diante de sua alma gêmea. Mas não havia tempo para contemplação. A vida do bebê - e a do ômega que acabara de virar seu mundo de cabeça para baixo - estava por um fio. O que o destino havia preparado para eles? Como Jungkook lidaria com a reviravolta em sua vida? E, acima de tudo, será que Park, um ômega marcado pela dor, aceitaria a ligação que o universo acabara de revelar? ABO | INSPIRAÇÃO @jikook.hobi

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