Quando a Morte Sentou ao Meu Lado

Quando a Morte Sentou ao Meu Lado

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WpMetadataReadMatureComplete Sun, May 18, 2025
Raphael Baker perdeu sua esposa. Desde então, sobrevive em um cotidiano sem cor, rodeado por lembranças silenciosas e ausências que gritam. À beira de um colapso emocional, ele adormece... e desperta num lugar onde o tempo parece suspenso. Lá, encontra uma figura inesperada - e, ao mesmo tempo, tão temida: a Morte. Mas ela não veio para levá-lo. Ainda não. Ela quer conversar. Quer mostrar que, mesmo quando alguém parte, a vida insiste em continuar. Entre sonhos, diálogos e silêncios, Raphael mergulha em uma jornada filosófica sobre o amor que persiste, a dor que molda, e a difícil arte de seguir em frente quando tudo parece ter acabado
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No começo, ele parecia o sol. Sabe aquele tipo de brilho que aquece só de olhar? Era assim que Marina se sentia quando ele sorria. Ele dizia pouco, mas quando dizia, soava como poesia. Ela acreditava em cada gesto, em cada "tô ocupado" como um sinal de esforço, em cada silêncio como timidez. Mas o tempo mostrou que sol demais também queima, Ele nunca dizia "eu te amo" sem segundas intenções. As fotos que pedia vinham com promessas vazias, e o tempo que ele não tinha pra ela, ele achava pra tudo o mais, Ainda assim, Marina sorria. Porque na cabeça dela, amor era insistência. Na cabeça dela... Ainda era amor.

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