A Flor do Olimpo

A Flor do Olimpo

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WpMetadataNoticeLast published Thu, May 29, 2025
✨Prólogo - O Sussurro da Flor Eterna** Ninguém jamais recusara os céus. O trovão era sua voz, o relâmpago sua vontade, e os mortais tremiam apenas ao pronunciar seu nome: Zeus. Rei do Olimpo, senhor dos deuses e das tempestades, ele conquistava reinos com um estalar de dedos e possuía o tempo como aliado. Mas uma simples humana ousou fazer o impensável: virar-lhe as costas. Seu nome era **Ayanna**. Ela vivia entre as montanhas, numa vila esquecida pelos deuses, onde as flores silvestres floresciam mesmo sob a neblina constante. Seus olhos, da cor do âmbar à luz do pôr do sol, prenderam a atenção de Zeus em um instante. Ele a viu pela primeira vez através do véu do mundo, uma visão fugaz no espelho sagrado do oráculo. Mas bastou um olhar para que o titã dos céus caísse em obsessão. Ela era diferente. Não o temia. Não o adorava. E, acima de tudo... ela o rejeitava. E para Zeus, isso era imperdoável. Assim começou a caçada divina - não por conquista, mas por possessão. A paixão de um deus se tornaria maldição. E Ayanna, a flor eterna, teria de resistir ao amor de uma entidade que nunca conheceu limites. Ou perecer por ele.
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HELENA

Moros, deus do destino e da fortuna, ocupando um espaço no submundo junto de suas filhas, determinante na vida de qualquer deus ou humano, todos estão submetidos ao seu poder incomparável, nem mesmo Zeus ousa mexer com o filho da deusa da noite. Representado numa rocha acima de uma roda, impiedosamente preso por correntes e duas cornucópias, mostrando sua inflexibilidade e superioridade. O mais importante aspecto de sua descrição é sua cegueira, a condenação não tinha espaço para seduções, a inevitabilidade é o caráter mais definitivo desse deus. O deus grego do destino possuía três flechas - escondidas em reinos diferentes - e só elas poderiam mudar o curso da vida, apenas elas. Ainda que a harmonia do cosmos não fosse mantida. Se disparadas as três simultaneamente, o mundo retornaria ao Caos e a história se repetiria, mas se fossem disparadas separadamente a memória de alguém possa voltar à história. Talvez suas filhas, as Moiras, estivessem entediadas, a tecelagem da vida dos outros num mundo extremamente padronizado e massificado deve ser, no mínimo, um saco. Talvez algum humano encontrou uma das flechas na árvore, abusando de sua ignorância ou da boca cheia de eus, disse aos seus amigos que conseguiria quebrar algum recorde e colocar seu nome num livro lançando a flecha entre as árvores. Até mesmo Eros, talvez o deus do amor e do erotismo estivesse sedento por alguma história recheada dos seus domínios. A flecha foi lançada. E seja lá quem tivesse lançado, quem poderia culpá-lo?

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